Ibovespa sobe com alívio externo e força de bancos e imobiliárias

Fonte: Shutterstock/saicle

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (5) em alta de 0,83%, aos 161.870 pontos, o avanço refletiu o maior apetite ao risco no exterior, mesmo em meio à cautela gerada pela prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro, episódio que recolocou a Venezuela no centro das atenções geopolíticas e trouxe impactos indiretos para o Brasil via preços do petróleo, câmbio e percepção de risco regional.

Na bolsa brasileira, o desempenho foi marcado por forte divergência setorial. As ações de petroleiras recuaram, pressionadas pela expectativa de aumento da oferta global de petróleo e pela possibilidade de retomada gradual da produção venezuelana, o que limitou uma alta mais intensa do índice. Em contrapartida, bancos e empresas do setor imobiliário subiram em bloco, sustentando o movimento positivo do Ibovespa, diante da perspectiva de queda da Selic e de melhora nas condições de crédito ao longo de 2026.

O setor imobiliário foi um dos principais destaques do dia, beneficiado pela expectativa de juros menores, ampliação do financiamento habitacional e fortalecimento de programas como o Minha Casa Minha Vida. A leitura do mercado é de que a redução gradual dos juros pode aliviar o custo do crédito e impulsionar vendas, especialmente nos segmentos de renda média e popular, ainda que o cenário político recomende alguma cautela.

Entre os destaques corporativos, a Embraer (EMBJ3) avançou 4,85% e assim renovou a sua máxima histórica com R$92,89, impulsionado pelo rali global das ações do setor de defesa e por dados positivos de entregas no fim de 2025. Já a Petrobras (PETR4) teve um dia negativo com a queda do petróleo, apesar do anúncio de uma parceria estratégica com a Vale (VALE3) voltada ao fornecimento de combustíveis e ao desenvolvimento de soluções de baixo carbono.

Na ponta negativa, as ações da Minerva (BEEF3) caíram 2,61%, pressionadas pelas restrições chinesas às importações de carne bovina. Analistas avaliam que a elevada dependência da companhia do mercado chinês aumenta os desafios para 2026, em um ambiente de maior protecionismo e tensões comerciais globais.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• MRV (MRVE3): +6,09%

• Cyrela (CYRE3): +5,47%

• Direcional (DIRR3): +5,14%

• Embraer (EMBJ3): +4,85%

• Cury (CURY3): +4,44%


Baixas

• C&A Modas (CEAB3): -15,71%

• Brava Energia (BRAV3): -5,76%

• Klabin (KLBN11): -2,99%

• Lojas Renner (LREN3): -2,99%

• Vivara (VIVA3): -2,98%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (05/01):

• Segunda-Feira (05): +0,83%

• Na semana: +0,83%

• Em janeiro: +0,46%

• No 1°tri./26: +0,46%

• Em 12 meses: +36,56%

• Em 2026: +0,46%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +1,23%

• Nasdaq: +0,69%

• S&P 500: +0,64%


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