Inflação nos EUA em setembro calibra juros – veja o que importa hoje

Papeis da Vale e Petrobras negociados em Nova York caíram ontem, dia de feriado no Brasil; mercado ainda repercute ata da reunião do Fed

Foto: Shutterstock/19 STUDIO

Um dia após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve e à espera do CPI (índice de preços ao consumidor) americano de setembro, os índices futuros americanos operam em alta na manhã desta quinta-feira (13), que pode ser tumultuada dependendo do resultado do indicador.

O Fed, que tem duplo mandato (combater a alta de preços e promover o pleno emprego), já indicou que sua prioridade no momento é combater a inflação, e o índice deve ajudar a sinalizar se os preços dos Estados Unidos estão cedendo de fato ou se uma dose ainda maior de juros será necessária.

A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters é de um aumento de 0,2% no índice de inflação de setembro, que será informado às 9h30 pela secretaria de estatísticas trabalhistas (BLS). O mercado ainda espera os dados atualizados de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e o balanço do terceiro trimestre da Delta Air Lines.

Por volta das 8h, o Dow Jones operava em alta de 0,50%, o S&P500 subia 0,54% e o Nasdaq ganhava 0,33%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, estava em alta de 0,28%.

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Por que isso importa?

Controlar a inflação é o principal objetivo atual dos principais bancos centrais do mundo. Taxas de juros mais elevadas em grandes economias retiram a atratividade de ativos de risco e de países emergentes como o Brasil. Além disso, o movimento de aperto monetário global pode levar a uma recessão da economia mundial. 

Ata do Fed e ADRs em queda

Ontem, feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, foi divulgada a ata do último encontro do colegiado de política do banco central dos Estados Unidos, que mostrou que o Fed começa a preparar terreno para uma alta menor dos juros. Apesar disso, o documento sinalizou que o atual ritmo de alta na taxa básica, de 0,75 ponto, deverá ser mantido pelo menos na reunião de novembro.

Em relatório, a consultoria Capital Economics apontou que os dirigentes do BC dos EUA acreditam que uma desaceleração no passo de aumentos é apropriada.

“Apesar de isso sugerir que as autoridades estão se preparando para reduzir o ritmo de aumento das taxas em reuniões futuras, logo em seguida a ata passa a enfatizar que, uma vez que o ciclo de altas termine, pretendem manter os juros elevados por um período prolongado”, apontou a consultoria.

Ontem, os ADRs (recibos de ações brasileiras negociados no exterior) tiveram queda em Nova York, com a Vale (VALE3) caindo 1,37% após a informação de que a China não reduzirá tão cedo as restrições para o controle da Covid-19 no país. Os papeis da Petrobras (PETR3, PETR4) também recuaram quase 1% com a queda na cotação do petróleo.

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