O Federal Reserve, banco central americano, irá manter o ritmo agressivo de aumento nos juros americanos na semana que vem, como espera a maior parte do mercado? Nesta terça-feira (13), será divulgado o CPI (índice de preços ao consumidor) dos EUA em agosto, indicador com maior chance de ajudar a responder a essa pergunta antes da decisão.
O Fed vem indicando que depende de dados, principalmente de inflação, para definir o passo do aperto monetário daqui para a frente. A expectativa do mercado é que o indicador, que será informado pela secretaria de estatísticas trabalhistas (BLS) às 9h30, apresente uma leve queda de 0,1% em relação a julho e de 8,1% na comparação anual.
Se o recuo foi maior do que isso, a tendência é de otimismo panos mercados, e vice-versa. Cerca de 85% dos investidores acreditam em uma nova alta de 0,75 ponto percentual na taxa básica no próximo encontro do Fomc (colegiado de política monetária do BC americano).
Os mercados repercutem ainda a inflação da Alemanha, que foi divulgada na manhã desta terça-feira (13), mostrando uma alta de preços de 7,9% em 12 meses encerrados em agosto. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado.
Por volta das 8h, os índices futuros americanos operavam no azul: o Dow Jones subia 0,58%, o S&P 500 ganhava 0,61% e o Nasdaq estava em alta de 0,58%. No mesmo horário, o Euro Stoxx 50, principal índice europeu, avançava 0,49%.
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Por que isso importa?
Controlar a inflação é o principal objetivo atual dos principais bancos centrais do mundo. Taxas de juros mais elevadas em grandes economias retiram a atratividade de ativos de risco e de países emergentes como o Brasil. Além disso, o movimento de aperto monetário global pode levar a uma recessão da economia global.
Serviços e pesquisa Ipec
No Brasil, o dado mais importante do dia é a Pesquisa Mensal de Serviços de julho, que será publicada pelo IBGE às 9h. A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters que o setor tenha avançado 0,5% na comparação com junho.
Em junho, os serviços cresceram 0,7%, crescimento impulsionado pela reabertura da economia e que reforçou as expectativas de uma alta mais robusta do PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 – analistas ouvidos pelo Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central, esperaram que a economia brasileira avance 2,39% neste ano.
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Os investidores repercutem ainda a nova pesquisa Ipec (antigo Ibope) divulgada na noite de ontem, que mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva oscilou dois pontos para cima nas intenções de voto para o primeiro turno, indo a 46%, enquanto que o atual presidente Jair Bolsonaro se manteve com 31%.