A prévia operacional do Iguatemi (IGTI11) para o segundo trimestre prova que a companhia deve seguir conseguindo repassar a alta da inflação nos aluguéis pagos pelos lojistas, uma vez que as vendas seguem crescendo a níveis superiores aos registrados no período pré-pandemia, avalia o Santander, em relatório obtido com exclusividade pela Agência TradeMap nesta quinta-feira (14).
Na visão dos analistas Fanny Oreng, Antonio Castrucci e Matheus Meloni, a alta nas vendas dos lojistas deve seguir permitindo que a operadora de shopping centers repasse a alta da inflação nos preços dos aluguéis sem correr riscos de aumento de vacância ou inadimplência.
Os números do segundo trimestre reforçam esta tese: o custo de ocupação do período foi 0,4% inferior ao registrado nos mesmos três meses de 2019, antes da pandemia de Covid-19, enquanto a taxa de inadimplência também melhorou, com a ajuda do recebimento de aluguéis passados.
Os analistas também chamam a atenção para o crescimento de 31%, em relação ao segundo trimestre de 2019, nas vendas em lojas que já estavam abertas no período. Também considerando as lojas abertas em 2019, os aluguéis superaram os níveis pré-pandemia em 56,2%.
A análise do BTG Pactual, segundo relatório distribuído nesta quinta-feira (14), segue o mesmo caminho. Para os analistas, a prévia “reitera que o forte crescimento de receitas é sustentável e que o portfólio permanece saudável”.
Para a XP Investimentos, também de acordo com relatório desta quinta, as métricas também indicam que a Iguatemi dará continuidade à retirada de descontos concedidos durante a pandemia.
Em relatório de 29 de junho, o Santander já havia declarado sua preferência por operadoras de shoppings voltados ao público de alta renda, especificamente Multiplan (MULT3) e Iguatemi.
“Mantemos nossa preferência por operadores focados em alta renda, historicamente menos suscetíveis a mudanças macroeconômicas”, diz o relatório, reiterando que tanto a Iguatemi quanto a Multiplan têm histórico de resiliência durante períodos econômicos difíceis.
Além disso, os analistas avaliaram, na ocasião, que o fraco crescimento em área bruta locável no Brasil nos últimos anos cria um desequilíbrio entre a oferta e a demanda por espaços, fazendo com que as operadoras de shoppings sejam capazes de seguir aumentando o preço de aluguéis.
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Dessa forma, diz o banco, o investimento em shoppings pode ser uma proteção contra a inflação.
Assim, depois da divulgação da prévia, os analistas do Santander reiteraram sua classificação de outperform para as ações – ou seja, acreditam que sua performance deve ser superior à da média do mercado –, e fixaram o preço-alvo de R$ 30, o que representa uma valorização potencial de 64% em relação ao valor do fechamento de quinta-feira, de R$ 18,32.
O BTG recomenda a compra da ação, com preço-alvo de R$ 27 , assim como a XP, que fixou o preço-alvo em R$ 28.