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Ibovespa sobe pelo sexto pregão seguido puxado por petroleiras e varejistas

Ibovespa sobe pelo sexto pregão seguido puxado por petroleiras e varejistas

Principal índice da B3 registrava sexta alta seguida, puxada pelo setor de commodities e varejo. Balanços negativos pressionam quedas

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Com uma nova alta no preço das commodities, o Ibovespa sobe pelo sexto pregão consecutivo nesta quarta-feira (23) ajudado pelas petrolíferas e mineradoras, chegando a ultrapassar a barreira dos 118 mil pontos mais cedo, num movimento descolado dos mercados externos.

Por volta das 13h15 (de Brasília), a maior alta do índice ficava pelo Grupo Soma (SOMA3), que crescia 4,94%, seguido por Lojas Renner (LREN3), que valorizava 4,93%. Enquanto isso, o principal índice da B3 apontava em 0,44% para cima, e registrava 117.787 pontos.

Um setor que subia em bloco era o das empresas de petróleo, com 3R Petroleum (RRRP3) crescendo 2,85% e PetroRio (PRIO3) valorizando 3,09%. Ambas as companhias vêm apresentando performances positivas na Bolsa desde o início do ano, e já viram seus papéis valorizarem 19,28% e 32,60% desde o início de janeiro, respectivamente.

O preço do barril de petróleo é negociado em alta nesta quarta, na medida em que os investidores observam os desdobramentos na guerra na Ucrânia. Além disso, na terça-feira (22), o American Petroleum Institute (API) informou que os estoques da commodity caíram para 4,3 milhões de barris na comparação semanal no país.

O número contraria as expectativas anteriores de aumento e reforça uma expectativa na retração da oferta da matéria-prima. Como resultado, os contratos futuros do petróleo tipo Brent – a referência internacional para o preço da commodity – subiam 5,2%, para US$ 122 na ICE.

Fonte: ICE
Performance dos contratos futuros do Brent sobem desde a noite de terça-feira. Fonte: ICE

Além disso, a notícia de que um oleoduto que passa pela Rússia foi danificado também pressiona o preço da commodity. A expectativa é de que os problemas com o oleoduto reduzam ainda mais a quantidade de petróleo disponível no mercado, que já sofria com a redução na oferta de barris provocada pelas sanções econômicas impostas aos russos.

Entenda:

Petróleo passa de US$ 121 o barril após danos a oleoduto que passa pela Rússia

Além das petroleiras, as mineradoras e siderúrgicas também sobem no pregão desta quarta. Dentre elas, quem apresentava a maior alta era a CSN (CSNA3), que subia 2,50%. Outra empresa que ajudava a performance positiva pelo seu peso dentre as ações negociadas no Ibovespa era a Vale (VALE3), que valorizava 0,52%.

O preço do minério de ferro voltou a subir nesta quarta, após cair na terça. Na bolsa de commodities de Dalian, na China, a matéria-prima apresentou alta de 0,43% no pregão da manhã, sendo negociada por 822 iuanes, valor correspondente a US$ 129.

Para Marcos Olmos, diretor de venture capital da VOX Capital, a Bolsa brasileira tem sido vista com melhores olhos desde o começo da guerra na Ucrânia, com investidores internacionais diversificando seus fluxos de investimentos. Segundo ele, o movimento é também uma recuperação em relação às perdas que o mercado brasileiro sofreu no ano passado.

Balanços negativos pressionam alguns papéis

Quem liderava a ponta de baixo do índice era a Fleury (FLRY3), que recuava 4%.

Na sequência, caindo 2,93%, vinha a Copel (CPLE6).

A empresa de distribuição de energia reportou seu balanço financeiro do quarto trimestre de 2021 na noite de terça, e apresentou uma queda de 64% no lucro no período. A margem líquida da companhia foi de 6% no último trimestre do ano passado, um recuo expressivo em relação aos 19,9% dos mesmos meses em 2020

A empresa atribuiu essa queda nos números à crise hídrica do período, que prejudicou a produção e fez com que a Copel comprasse energia para honrar com os contratos em vigor.

A companhia de energia anotou um montante de R$ 6,05 bilhões entre custos e despesas operacionais nos últimos três meses de 2021, o que representa um aumento de 28% no comparativo com os mesmos meses de 2020.

O setor de frigoríficos caía em bloco nesta quarta, impactado pela queda no preço do dólar. Minerva (BEEF3) recuava 2,32%, enquanto JBS (JBSS3) desvalorizava 1,81% e BRF (BRFS3) apontava em 1,60% para baixo.

A queda na moeda americana, que apresenta uma desvalorização de 1,28% no dia e é negociada por R$ 4,86, prejudica as empresas na medida em que grande parte de suas operações é exposta aos Estados Unidos.

Altas nos juros dos EUA derrubam mercados externos

O movimento positivo do Ibovespa é descolado dos mercados internacionais. Nos Estados Unidos, Dow Jones caía 0,73% e o S&P 500 recuava 0,29%. Somente o índice Nasdaq Composto apresentava subida, na magnitude de 0,28%.

Por lá, os investidores acompanharam pronunciamentos de James Bullard e Loretta Mester, membros do Federal Reserve, o banco central americano, sobre o futuro das taxas de juros no país.

Eles afirmaram que apoiam um movimento mais agressivo da instituição em relação à taxa de juros nos próximos meses, uma vez que a inflação vem se tornando um problema grave no país.

“Após os discursos de integrantes do comitê de política monetária americana, cresceram as apostas sobre um aumento de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Fed, com as taxas de juros chegando ao fim de 2022 até 2,5%”, afirmou a XP Investimentos, em morning call. 

No Velho Continente, para além das precoupações com a guerra, os investidores observam um movimento de queda em bloco nos principais mercados. O Euro Stoxx 50 caía 1%, enquanto o FTSE 100 recuava 0,09% e o DAX desvalorizava 1,34%.

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