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Ibovespa segue exterior e sobe 0,85%, retomando os 100 mil pontos, à espera de decisão do Fed

Ibovespa segue exterior e sobe 0,85%, retomando os 100 mil pontos, à espera de decisão do Fed

Por volta de 13h15, o principal índice da Bolsa brasileira subia 0,85%, aos 100.613 pontos

Imagem de gráficos em linhas e candles com fundo azul e números

Foto: Shutterstock

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Acompanhando os principais mercados internacionais, o principal índice da Bolsa brasileira opera em alta, retomando os 100 mil pontos, amparada nas ações ligadas à economia interna, que sobem após a divulgação de balanços, como é o caso de Carrefour (CRFB3).

Por volta de 13h15, o Ibovespa subia 0,85%, aos 100.613 pontos. Na ponta positiva, destaque para a Gol (GOLL4), que subia 6,27%, e Carrefour, que operava em alta de 5,37%. A companhia aérea divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre na quinta-feira (28), antes da abertura do mercado.

O Carrefour, por sua vez, divulgou seu resultado na noite de terça-feira (26), mostrando um crescimento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorde de R$ 1,7 bilhão, 24,5% acima do registrado no mesmo período de 2021. O resultado, de acordo com a empresa, foi causado pelo aumento nas vendas de alimentos.

Em termos de lucro líquido, a companhia encerrou o trimestre com R$ 600 milhões, valor 1,3% superior ao acumulado nos mesmos três meses de 2021. Apesar disso, a margem bruta recuou 1,4 p.p, para 19%.

Para Sérgio Castro, analista CNPI da Agência TradeMap, mesmo com as margens menores, o Carrefour conseguiu aumentar o volume de vendas, “carregado principalmente pela divisão de “atacarejo”, com o Atacadão”.

A empresa registrou um aumento de 35,6% no faturamento no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, incluindo as vendas do Grupo BIG. Excluindo o BIG, o avanço é de 25,5%.

Leia a análise do balanço:

Carrefour (CRFB3): BIG força menor rentabilidade, mas aposta é de lucro maior; ações disparam

Leonardo Piovesan, analista da Quantzed, destaca que a alta de Carrefour acaba “puxando” outras empresas do mesmo setor para o campo positivo nesta quarta. GPA (PCAR) ganhava 5,58% e Assaí (ASAI3) avançava 4,51% no pregão.

Outras empresas que subiam com intensidade no pregão eram aquelas expostas à economia doméstica. Yduqs (YDUQ3) ganhava 4,96%, Cogna (COGN3) subia 4,67%, Alpargatas (ALPA4) valorizava 4,27% e Locaweb (LWSA3) subia 3,95%.

Na visão de Piovesan, o que beneficia essas empresas é a queda do dólar, que, de acordo com dados da plataforma do TradeMap, recua quase 1% nesta quarta, o que impacta na curva de juros.

Com isso, os contratos futuros de juros para 2023, 2025 e 2028 recuavam 1, 12 e 8 pontos base, respectivamente, segundo a plataforma do TradeMap.

Wagner Varejão, analista e sócio da Valor Investimentos, vê a Bolsa brasileira beneficiada pela alta dos pares em Wall Street. “Vemos lá fora um dia positivo para os mercados, impulsionados por balanços positivos de grandes empresas como Alphabet, a dona do Google, e a Microsoft. Como elas sobem e puxam os índices nos EUA, acabamos pegando esse reflexo”.

Vivo lidera baixas após o balanço

As ações da Telefônica Brasil, dona da Vivo, lideram as perdas do pregão com uma queda de 3,19% após a divulgação do balanço financeiro e operacional do segundo trimestre.

A companhia registrou um lucro líquido 44,6% menor na comparação com o mesmo trimestre de 2021, atingindo R$ 746 milhões. Os custos recorrentes da empresa contribuíram para a queda, tendo subido 12,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, uma taxa superior à do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) recorrente, que teve crescimento de 8,3%, para R$ 4,57 bilhões. 

De acordo com relatório escrito por Bernardo Guttman e Marco Nardini, analistas da XP Investimentos, a empresa apresentou resultados em linha com o esperado. O ponto negativo, para eles, foi a margem Ebitda, que atingiu 38,7% e veio abaixo do esperado.

Em relatório, o BofA (Bank of America) afirma que essa queda na margem foi causada por maiores despesas com pessoal, que atingiram R$ 1,2 bilhão, um aumento de 20% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

“Esse aumento ocorreu devido à reajustes salariais, contratação de novos funcionários e maiores despesas com remuneração variável. Isso dificulta qualquer comparação, pois essas compensações não têm periodicidade regular”, avaliam Fred Mendes, Lucca Brendim, Mirela Oliveira e Gustavo Tiseo, analistas do BofA.

Além da Telefônica, BRF (BRFS3) caía 1,72%, PetroRio (PRIO3) perdia 1,60%, Banco Pan (BPAN4) recuava 1,41% e TIM Brasil (TIMS3) tinha baixa de 1,11%.

Bolsas internacionais

Tanto nos Estados Unidos quanto na Europa os principais índices acionários sobem nesta quarta. Em Nova York, o mercado espera à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano) que ocorrerá às 15h. O consenso dos analistas é uma alta de 75 pontos-base na taxa básica de juros americana.

O que vai ditar o rumo dos mercados certamente vai ser o discurso do Fed hoje. O mercado inteiro verá atentamente o discurso da instituição principalmente em relação à atividade econômica, avaliando a possível recessão no país. Todos querem pistas sobre profundidade e duração”, diz Varejão.

Diante disso, os mercados em Wall Street sobem em bloco. O Dow Jones ganhava 0,38%, o S&P 500 valorizava 1,23% e o Nasdaq avançava 2,42%. Ainda por lá, os investidores aguardam os balanços de Meta, dona do Facebook, Spotify, Shopify, Qualcomm e Ford.

Na Europa, já perto do fechamento, as Bolsas também subiam. Euro Stoxx 50 ganhava 0,51%, FTSE 100 avançava 0,62% e o DAX 30 apontava em 0,52% para cima.

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