Ibovespa em queda com o aumento de tensões no exterior e deterioração do Focus

Fonte: Shutterstock/Golden Dayz

O Ibovespa inicia a semana, nesta segunda-feira (08), em queda de 0,16%, aos 168.741 pontos, em estado de alerta após o fim de uma frágil trégua de dois meses e o reinício das hostilidades diretas entre Israel e Irã. O último fim de semana foi marcado por intensos bombardeios mútuos, culminando no lançamento de uma terceira onda de mísseis por parte do país persa.

Refletindo o conflito internacional e o encarecimento do petróleo, o Boletim Focus divulgado hoje mostrou uma clara deterioração nas projeções domésticas: a mediana para o IPCA de 2026 subiu pela 13ª semana consecutiva, avançando de 5,09% para 5,11%, distanciando-se do teto da meta de 4,50%, enquanto as estimativas para a taxa Selic ao fim de 2026 saltaram de 13,25% para 13,50%, acompanhadas por revisões de alta também nos indicadores de inflação e juros para 2027. Alinhada diretamente ao comportamento do setor de energia em meio a este cenário, a Brava Energia (BRAV3) reportou seus dados operacionais de maio com uma produção total de 80,9 mil barris de óleo equivalente por dia, registrando um incremento de 1,2 mil boed frente a abril. O desempenho da extração offshore superou as projeções da XP Investimentos, com isso no pregão suas ações registram alta 1,43%.

Nas demais frentes do ambiente corporativo brasileiro, o dia é movimentado por importantes posicionamentos de governança e reestruturações estratégicas de capital. A Braskem (BRKM5) prestou esclarecimentos formais à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) assegurando que nenhuma decisão formal foi tomada até o momento quanto a medidas de reestruturação de suas dívidas, respondendo a questionamentos regulatórios gerados por rumores de mercado sobre riscos de inadimplência, além de confirmar que foi notificada pelo fundo Shine I, gerido pela IG4 Capital, sobre o primeiro aditamento ao acordo de acionistas firmado junto à Petrobras e no pregão registra alta de 2,05%. Fechando o panorama de negócios, o setor de construção civil traz novidades com a Cyrela (CYRE3), cujo Conselho de Administração aprovou na última sexta-feira um novo programa de recompra de ações, autorizando a aquisição de até 9,68 milhões de papéis ordinários e até 4,8 milhões de ações preferenciais de emissão da própria companhia e seus papéis registram alta de 2,72%.

Por volta das 10h52, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• WEG (WEGE3): +2,78%

• Embraer (EMBJ3): +2,36%

• Braskem (BRKM5): +2,05%


Baixas

• Marfrig (MBRF3): -3,17%

• Cosan (CSAN3): -2,51%

• Minerva (BEEF3): -2,45%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 08/06 às 10h52

• Segunda-Feira (08): -0,16%

• Na semana*: -0,16%

• Em junho*: -2,90%

• No 2°tri./26*: -9,99%

• Em 12 meses*: +23,98%

• Em 2026*: +4,73%


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