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Ibovespa conquista os 109 mil pontos, com empurrão de Petrobras e fluxo institucional

Ibovespa conquista os 109 mil pontos, com empurrão de Petrobras e fluxo institucional

Índice fechou o pregão em alta de 1,01%, aos 109.101 pontos

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Foto: Pixabay

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Mais uma vez superando a performance dos mercados externos, o Ibovespa voltou aos 109 mil pontos nesta quinta-feira, puxado novamente por ações de empresas ligadas às commodities e pelo fluxo de investimento estrangeiro e institucional.

O índice fechou o pregão em alta de 1,01%, aos 109.102 pontos, com R$ 23,97 bilhões em volume negociado. No ano até aqui, o Ibovespa acumula ganhos de 4,08%.

O petróleo do tipo Brent, depois de passar por dias de fortes altas em meio a tensões geopolíticas crescentes em países produtores, virou e fechou em queda de 0,07%, a US$ 88,38. Os preços, no entanto, seguem em patamares elevados, sustentando a alta dos papéis da Petrobras (PETR4), que fecharam com avanço de 0,73%.

“Esse cenário de alta nas commodities aumenta a exportação e receita, favorecendo as companhias. A Petrobras, por exemplo, vem num movimento bom e muitas casas ainda acreditam que o papel pode continuar subindo pelas políticas da empresa e últimos resultados, além da forte distribuição de rendimentos”, comenta o sócio e operador da mesa de renda variável da Venice Investimentos, Armstrong Hashimoto.

O anúncio do banco central chinês de novos cortes nas taxas de juros impulsionou os preços do minério de ferro, pois uma atividade econômica aquecida por lá aumenta significativamente a demanda pela commodity. A queda do dólar, no entanto, pesou sobre a Vale (VALE3), que terminou o dia em baixa de 1,7%.

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Outro fator que ajudou a Bolsa brasileira foi a entrada de fluxo estrangeiro, que vem sendo observada há alguns meses. Diante da alta das ações americanas em 2021, os papéis brasileiros, desvalorizados depois de uma sucessão de quedas, voltam a parecer interessantes. O fluxo de investimentos para o Brasil ajudou a derrubar o dólar, que fechou em baixa de 0,9%, a R$ 5,4165, e, consequentemente, os juros futuros.

A novidade, na análise de João Beck, economista e sócio da BRA, é o fortalecimento do fluxo de investidores institucionais brasileiros, que ajuda a impulsionar o mercado como um todo.

De olho na economia

Por aqui, o mercado segue de olho no orçamento do governo, que deve ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro daqui a dois dias. O foco se mantém no debate em torno dos reajustes salariais a servidores, que continua sem resolução.

Outro ponto de atenção ao longo da tarde foi a participação do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em evento organizado pelo Santander. Campos Neto declarou que a volatilidade do câmbio já está sentindo efeitos da polarização eleitoral, mas que o BC vem monitorando e está pronto para intervir, se necessário.

Além disso, o presidente do BC afirmou que as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 podem ser ainda mais prejudicadas pelos eventos climáticos, que pressionam a produção agropecuária.

Para estimular o crescimento econômico, Campos Neto defendeu a importância de o BC controlar a inflação. “A melhor forma que o BC pode contribuir para o crescimento da economia é atacando a inflação. Temos uma memória muito forte de inflação e indexação no Brasil, por isso temos que atacar de maneira eficaz esse problema”, declarou.

Mais um dia acima do exterior

Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Legarde, declarou que o órgão não deve agir duramente contra a inflação, que segue acima das expectativas do mercado, mas ainda é vista como transitória pelo banco. Por lá, o índice Euro Stoxx 50 terminou o dia em alta de 0,73%.

Nos Estados Unidos, o número de pedidos de seguro-desemprego ficou em 268 mil na semana encerrada em 15 de janeiro, alta de 55 mil em relação à semana anterior, acima das expectativas do mercado.

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Na contramão do dado econômico, os balanços de companhias como American Airlines ajudaram as Bolsas de Nova York ao longo do dia, mas não impediram um fechamento no vermelho. Dow Jones terminou o pregão em baixa de 0,89%, Nasdaq caiu 1,3% e S&P 500 teve perdas de 1,1%.

Destaques do pregão

No fechamento do Ibovespa, as maiores altas eram de Banco Inter (BIDI11), CVC (CVCB3) e Petz (PETZ3), que subiam 13,16%, 10,47% e 9,71%, respectivamente. Na ponta oposta, as principais quedas eram de Carrefour (CRFB3), Suzano (SUZB3) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4), com recuos de 2,59%, 2,49% e 1,73%.

Maior avanço do dia, o papel do Banco Inter tem apresentado volatilidade acima da média nas últimas semanas. Se não está entre as maiores altas, está entre as maiores baixas. O vaivém ocorre em meio a um movimento de saída feito por um dos principais acionistas da companhia, a gestora carioca Ponta Sul.

Desde o início do ano, a participação do fundo na empresa já caiu de 11,79% para 3,94%, segundo comunicados oficiais. A cada vez que uma redução é anunciada, o mercado “acompanha” o movimento e a ação despenca. No entanto, não é incomum que uma nova alta ocorra no dia seguinte, puxada por investidores que entendem que o papel ficou barato, o que aumenta a volatilidade.

Além da fintech, os destaques positivos do Ibovespa foram empresas do ramo de varejo e consumo, recuperando-se depois de fortes baixas nos últimos dias, em que apanharam do cenário de alta de juros. Outros destaques do setor foram Grupo Soma (SOMA3), que subiu 9,19%, e Localiza (RENT3), com alta de 8,59%.

As construtoras tiveram forte alta pelo segundo pregão seguido, em meio à temporada de prévias operacionais do quarto trimestre.

Ontem, foram divulgados os números de JHSF (JHSF3), Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3), que fecharam em alta de 4,44%, 8,15% e 7,36%, respectivamente.

A JHSF apresentou queda nas vendas contratadas no quarto trimestre de 2021. No total, o valor arrecadado foi de R$ 340,2 milhões. No mesmo período do ano anterior, havia reportado R$ 378,6 milhões. Houve, portanto, uma queda de 10,1%. Contudo, no comparativo anual, os números foram positivos. Foram R$ 1,58 bilhão acumulados em 2021, crescimento anual de 28,9%.

A Direcional, por sua vez, registrou recorde de R$ 3,14 bilhões em lançamentos, representando um aumento de 78% entre 2020 e 2021. No trimestre final de 2021, foram R$ 693 milhões em lançamentos, queda de 1% na comparação com igual período de 2020. As vendas líquidas também tiveram o melhor resultado desde a criação da Direcional, em R$ 688 milhões no quarto trimestre e R$ 2,4 bilhões em 2021.

Por fim, a Tenda divulgou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 3,1 bilhões em 2021, 15% acima do registrado em 2020. Ao longo do ano, foram lançados 58 projetos. No quarto trimestre, a construtora lançou 17 empreendimentos, totalizando R$ 836 milhões – número 6% inferior ao do mesmo período de 2020, mas 32% acima dos três meses anteriores.

As operadoras de saúde também subiram em bloco, apesar da decisão da ANS de que os planos de saúde precisarão cobrir os testes rápidos para Covid-19.

A alta do setor também pareceu ignorar dados de aumento na ocupação dos leitos de UTI por pacientes com Covid-19. Segundo a Associação dos Hospitais Privados (Anahp), a taxa passou de 40,8% para 58,7% em três semanas, com crescimento especialmente acelerado no Sudeste. “Uma continuidade da alta demanda por leitos pode afetar o sistema de saúde como um todo e impactar os resultados dos operadores de saúde (seguradoras) principalmente no primeiro trimestre do ano”, segundo a equipe de analistas da Genial Investimentos, em comentários ao mercado.

No setor, as ações que se destacaram foram Rede D’Or (RDOR3) e NotreDame Intermédica (GNDI3), com altas de 2,77% e 2,43%, respectivamente.

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