Ibovespa abre em queda puxada pela escalada no Estreito de Ormuz e pelos balanços do trimestre

Fonte: Shutterstock/ KanawatTH

O Ibovespa abre nesta sexta-feira (14) em 0,42%, aos 166.404 pontos, com o mercado global ainda de olho na escalada no Estreito de Ormuz: mais dois navios foram atacados nesta madrugada, o tráfego pela via ficou praticamente paralisado, e os Estados Unidos sinalizaram que podem manter um bloqueio naval ao Irã por tempo indeterminado, depois que o cessar-fogo firmado em junho se rompeu. O impasse mantém o petróleo pressionado o WTI opera perto de US$ 81,45 o barril enquanto, nos Estados Unidos, as vendas no varejo de julho vieram abaixo do esperado (queda de 0,6%, ante alta de 0,1% projetada).

No radar corporativo, a Braskem (BRKM5) reverteu o prejuízo do ano passado e teve lucro líquido de R$ 3,33 bilhões no segundo trimestre, com Ebitda recorrente de R$ 5,25 bilhões; a ação registra alta de 3,00% no pregão. Já a Cemig (CMIG4) teve lucro líquido de R$ 945,44 milhões no período, queda de 20,44% ante o mesmo trimestre de 2025, ainda que a receita líquida tenha somado R$ 11,5 bilhões, alta de 3,43% na comparação anual; o papel oscila positivamente em 2,04% no pregão. O Grupo Mateus (GMAT3), por sua vez, lucrou R$ 237 milhões no trimestre, recuo de 39,3% ante um ano, com receita líquida de R$ 9,85 bilhões, alta de 4,8% ante o primeiro trimestre e de 12,2% em 12 meses; a ação varia positivamente em 5,02% no pregão.

Já a Sanepar (SAPR11) reverteu o lucro do ano anterior e registrou prejuízo de R$ 505,2 milhões no segundo trimestre, com ROE anualizado de 3,7%, ante 20% no mesmo período de 2025; o papel registra alta de 4,30% no pregão. A Azul (AZUL3), na esteira da alta do querosene de aviação provocada pela guerra no Oriente Médio, prevê um novo corte de capacidade no terceiro trimestre antes de retomar o crescimento, após reduzir a oferta em 10,6% no trimestre encerrado, incluindo um recuo de 24,9% nas operações internacionais; a ação oscila negativamente em 2,54% no pregão.

Fora do radar de balanços, a Gafisa (GFSA3) perdeu o controle do Hotel Praia Ipanema após decisão da Justiça do Rio de Janeiro, que adjudicou a um credor a totalidade das ações da subsidiária dona do imóvel, negócio avaliado em R$ 223,1 milhões a companhia afirma que a medida está alinhada ao seu plano de redução de alavancagem; a ação varia em alta 4,55% no pregão.

Por volta das 10h53, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:

Altas

• CSN (CSNA3): +2,85%

• Braskem (BRKM5): +3,00%

• Embraer (EMBJ3): +2,51%


Baixas

• Yduqs (YDUQ3): -6,09%

• Magalu (MGLU3): -4,02%

• Lojas Renner (LREN3): -3,74%


Confira a evolução do Ibovespa:

*Até o dia 14/08 às 10h53

• Segunda-Feira (10): -0,19%

• Terça-Feira (11): -2,50%

• Quarta-Feira (12): -0,23%

• Quinta-Feira (13): -0,23%

• Sexta-Feira (14): -0,42%

• Na semana*: -3,54%

• Em agosto*: -6,51%

• No 3°tri./26*: -3,27%

• Em 12 meses*: +22,04%

• Em 2026*: +3,28%

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