Hapvida (HAPV3) desaba e registra pior pregão desde novembro de 2025

Fonte: Shutterstock/Joa Souza

A Hapvida (HAPV3) encerrou o pregão desta quinta-feira (13) em forte queda de 33,09%, liderando com ampla margem as perdas do Ibovespa. O movimento ocorreu após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, considerados fracos pelo mercado, com pressão sobre as margens, aumento da sinistralidade, avanço das despesas relacionadas à judicialização e piora na geração de caixa.

No trimestre, a receita líquida somou R$ 8 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou em R$ 504 milhões, com queda de 28% na comparação anual e abaixo das estimativas dos analistas. A margem Ebitda recuou para 6,3%, enquanto o lucro líquido ajustado ficou em R$ 13 milhões, quase 90% abaixo da expectativa da instituição.

Outro ponto de atenção foi a sinistralidade caixa, que atingiu 75,2%, com avanço de 3 pontos percentuais frente ao trimestre anterior. As despesas relacionadas à judicialização também aumentaram, com as provisões cíveis brutas chegando a R$ 324 milhões, alta de 97% em relação ao mesmo período do ano passado. A combinação desses fatores ampliou as preocupações do mercado com a rentabilidade da companhia.

A geração de caixa também pressionou o resultado. Após as despesas financeiras, o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 855 milhões, enquanto a dívida líquida aumentou R$ 236 milhões frente ao trimestre anterior e a alavancagem passou de 1,38 vez para 1,61 vez Ebitda.

Em meio aos números mais fracos, a Hapvida anunciou a revisão de cerca de 947 mil beneficiários, equivalentes a aproximadamente 11% de sua carteira de saúde. A estratégia prevê reajustes de preços ou até o encerramento de contratos considerados deficitários, com o objetivo de melhorar a rentabilidade nos próximos trimestres.

Com a queda desta quinta-feira, HAPV3 registrou seu pior desempenho diário desde 13 de novembro de 2025, quando as ações recuaram 42,21% após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre daquele ano. Na semana, o papel acumula queda de 40,48% e, em agosto, de 43,17%. Em 2026, a desvalorização chega a 56,48%, enquanto, em 12 meses, as perdas alcançam 81,62%.

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