Gerdau (GGBR4) quer depender menos de commodities com novos negócios; veja entrevista

Nos últimos 12 meses, a empresa distribuiu R$ 3,48 por ação, fazendo com que seu dividend yield ultrapassasse a marca de 14%

Foto: Shutterstock

A Gerdau (GGBR4), uma das maiores empresas brasileiras do Brasil, tem investido fortemente em suas operação. A despeito da volatilidade das commodities e dos ciclos das matérias-primas, a companhia visa diminuir sua exposição a negócios ligados ao seu core business.

A Gerdau tem mais de 120 anos de atuação no mercado de aço, mas suas recentes iniciativas vêm na esteira de elevar a previsibilidade dos investidores na geração de caixa, o que é prejudicado com o vai e vém das commodities.

“Em cerca de dez anos, queremos ter de 10% a 20% de nossas receitas vindas fora da siderurgia”, comentou Rafael Japur, CFO da Gerdau, na TradeLive desta semana. “A lógica se dá pela diversificação e de diminuição de riscos em uma indústria que é inerentemente muito cíclica.”

Em seu estatuto, a companhia determina que a distribuição de seu lucro para os investidores é de 30%. O executivo da empresa disse ao TradeMap que não há perspctiva de que esse patamar mude, já que a empresa utiliza os recursos restantes para pagar dívidas e expandir sua produção.

A Gerdau também tem um programa de recompra de ações em aberto. Entre maio e agosto, foram investidos R$ 500 milhões em recompra de ações, como mais uma forma de remuneração aos acionistas.

Gerdau e o cenário global

O receio do mercado neste momento é se a desaceleração global, evidente nos três mercados em que atua (América do Norte, América do Sul e, especificamente, Brasil), atrapalhará a geração de valor da empresa.

Para Japur, em via das incertezas ligadas à economia americana, a empresa preparou-se internamente que fazer frente aos desafios. “Fizemos um belo dever de casa na América do Norte nos últimos anos, aumentando a eficiência, reduzindo custos e investindo em um portfólio de ativos mais rentáveis e competitivos no longo prazo.”

A volatilidade dos preços das commodities invariavelmente impacta os resultados da Gerdau, negativamente ou positivamente.

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Por isso, a empresa quer manter sua estrutura de capital sólida para que em caso de não registrar um Ebitda forte, como foi em 2021, continuar seu ciclo de crescimento.

A alavancagem financeira da empresa tem média de 1,3 vez nos últimos 36 meses, sendo que atualmente está em 0,18 vez. Além disso, a rentabilidade sobre capital empregado está alta em relação ao histórico.

Esses são indícios de que o pagamento de dividendos pela companhia continuará forte ao longo dos próximos trimestres, a despeito dos preços de mercado das matérias-primas?

O CFO e diretor de Relações com Investidores da Gerdau, Rafael Japur, respondeu a essa e outras questões na TradeLive desta semana. Confira!

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