Futuros dos EUA e bolsas da Europa em alta e IGP-M de agosto – veja o que importa hoje

Investidores ainda repercutem a pesquisa Ipec, que mostrou cenário inalterado nas intenções de voto para presidente

Foto: Shutterstock

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias sobem na manhã desta terça-feira (30), mostrando recuperação após o tombo sofrido entre o final da semana passada e ontem – na última sexta, a sinalização do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que os juros dos EUA  permanecerão em patamar alto por mais tempo foi um choque de realidade para os mercados.

Nesta segunda, os mercados também sofreram com o posicionamento de membros do Banco Central Europeu, que reafirmou que os bancos centrais devem agir de forma agressiva para combater a inflação em alta, mesmo que isso signifique uma recessão à frente.

O Ibovespa, por outro lado, acabou surfando na onda de valorização do petróleo e fechou o pregão de ontem em leve alta, desafiando seus pares estrangeiros. O principal índice da B3 encerrou a sessão com avanço de 0,02%, aos 112.323 pontos, com R$ 16,07 bilhões em volume negociado.

Nesta manhã, após as fortes quedas, os mercados estrangeiros se recuperam. Por volta das 8h, o Dow Jones subia 0,69%, o S&P 500 estava em alta de 0,84% e o Nasdaq ganhava 1,14%. O principal índice europeu, o Euro Stoxx 50, subia 1,44%.

Deflação do IGP-M

Logo mais, às 8h, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) publica o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de agosto, com a média dos analistas de mercado ouvidos pela Reuters apostando em uma deflação de 0,54%.

Os preços devem cair em um cenário de redução do ICMS de energia, combustíveis e telecomunicações, que ainda está chegando aos preços, e corte nos preços da gasolina e diesel pela Petrobras.

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De qualquer forma, a avaliação da maior parte do mercado é que o Banco Central já encerrou o ciclo de aumento na taxa básica de juros, a Selic, hoje em 13,75% ao ano. O fato de as projeções do Focus para a inflação de 2023 (que é o horizonte mirado pelo BC) terem se reduzido pela primeira vez  reforça esse cenário.

Por que isso importa? 

Os dados de inflação são acompanhados com atenção pelo mercado, já que servem como base para ajuste das expectativas dos investidores para o comportamento dos preços e para juros. 

Ipec mostra cenário eleitoral inalterado

Ontem, foi apresentada no Jornal Nacional a última pesquisa Ipec (antigo Ibope), que mostrou um cenário inalterado nas intenções de voto dos dois principais candidatos à presidência da República.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve com 44% das intenções de voto para o primeiro turno, e o atual presidente, Jair Bolsonaro, com 32% – são os mesmos patamares da pesquisa feita há duas semanas.

O levantamento foi feito de forma presencial entre os dias 26 e 28 de agosto.

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