Fundo Verde aposta na alta do real, impulsionado por antecipação de aumento dos juros

Carteira subiu 1,31% em maio, contra alta de 1,03% do CDI, impulsionada pela aposta na alta de juros na Europa e posição comprada em petróleo.

Foto: Shutterstock

O fundo multimercado Verde, gerido pelo conhecido gestor Luis Stuhlberger, iniciou, em maio, a aposta na alta do real contra o dólar por meio de contratos de opções, informou a gestora na carta de maio.

Segundo a Verde Asset, que geria R$ 46,4 bilhões em ativos em abril, o Brasil tem se beneficiado do aumento dos preços da commodities e do ciclo mais adiantado de aumento de juros. O Banco Central começou a subir a taxa Selic antes que outros países, o que provocou enorme diferencial de juros para os mercados desenvolvidos e tem favorecido o real, destaca a gestora.

Por outro lado, a maior preocupação com o quadro fiscal, diante de discussões sobre aumento de subsídios, tem levado ao aumento dos prêmios de risco no mercado local, provocando a alta das taxas de juros,  o que acabou afetando mais o mercado de ações local. “O aumento das ameaças ao combalido arcabouço fiscal do país por medidas eleitoreiras colocam pressão nos prêmios de risco”, destacou a gestora na carta.

Nesse cenário, a gestora mantém a posição comprada em inflação implícita, dada pela diferença entre as taxas dos títulos públicos atrelados à inflação (NTN-B) no Brasil e as taxas prefixadas de juros, e reduziu as apostas na alta de juros nos Estados Unidos e Europa.

A gestora afirma que o debate sobre a alta das taxas de juros nos mercados desenvolvidos começou a mudar em maio, antes focado mais no combate à inflação, e agora passa a ter a desaceleração do crescimento como um aspecto mais relevante.

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O fundo Verde encerrou maio com alta de 1,31% contra 1,03% do CDI. A carteira teve ganho principalmente com a aposta na alta de juros na Europa, e posição comprada em petróleo via opções. As perdas vieram da posição comprada em ações na Bolsa brasileira.

A gestora teve perdas também no fundo dedicado a ações no mercado local, o Verde AM Ações FIC FIA, especialmente  com as posições compradas em Hapvida (HAPV3), Natura (NTCO3), Equatorial (EQTL3) e Vibra (BRDT3). Os ganhos vieram de Suzano (SUZB3), Localiza (TENT3) e BTG (BPAC11), mas foram insuficientes para garantir retorno positivo para a carteira que fechou maio em queda de 2,91% , contra 3,22% do Ibovespa, segundo a carta de gestão.

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