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Fleury (FLRY3) dispara e destoa do Ibovespa, que cai e acumula perda de 6% no 1º semestre

Fleury (FLRY3) dispara e destoa do Ibovespa, que cai e acumula perda de 6% no 1º semestre

Às 13h20, o principal índice da B3 caía 0,65% e operava aos 98.993 pontos

Gráfico de ações apontando para o negativo

Foto: Shutterstock

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O Ibovespa opera em baixa de mais de 1% em sua última sessão do primeiro semestre, período no qual acumulou perdas de aproximadamente 6%.

Às 13h20, o principal índice da B3 caía 0,65% e operava aos 98.993 pontos. Isso significa que, no acumulado de junho, o Ibovespa registra até o momento queda de 11% — pior desempenho mensal desde março de 2020, mês em que o mercado mundial foi abalado pelo início da pandemia de Covid-19. No segundo trimestre, a perda acumulada é de 18%.

A pressão negativa sobre a Bolsa brasileira hoje vem do ressurgimento de preocupações com a possibilidade de recessão global e do efeito disso sobre a demanda por commodities – setor em que atuam algumas das empresas com maior peso no Ibovespa.

“Podemos observar uma queda no preço de commodities e o Brasil costuma ser sensível a essa dinâmica internacional de preços”, avalia Matheus Spiess, analista da Empiricus.

O preço do minério de ferro, por exemplo, caiu 2,2% no mercado futuro de Dalian, na China, provocando queda de igual proporção nas ações da Vale (VALE3), que responde sozinha por quase 16% do Ibovespa.

O petróleo também caía e contribuía para perdas nas ações da Petrobras – PETR4 recuava 0,68% e PETR3 caía 0,64%. Juntas, as ações da petrolífera estatal correspondem a mais de 10% do Ibovespa.

Dentre os componentes do índice, os que mais recuavam eram CSN Mineração (CMIN3 -5,58%), CSN (CSNA3 -5,39%), SLC Agrícola (SCLE3 -4,28%), Gol (GOLL4 -5,41%) e Embraer (EMBR3 -5,33%).

Spiess também mencionou como fator negativo o risco fiscal que o Brasil atravessa, principalmente com a PEC dos Combustíveis no radar do governo federal.

Leia mais: 
Por que o risco fiscal mexe com o mercado, e o que a PEC dos Combustíveis tem a ver com isso

“O mercado observa esse imbróglio fiscal, político e inflacionário num ano eleitoral diante de um orçamento engessado. Somado a isso, internacionalmente vemos um risco de recessão global”, avalia o analista. 

Fleury destoa nas altas

Na ponta positiva, Fleury (FLRY3) disparava 15,46%. A empresa anunciou na manhã desta quinta-feira que fechou um acordo para comprar a Hermes Pardini (PARD3) em uma operação de R$ 2,5 bilhões que envolverá troca de ações e pagamento em dinheiro.

Os papéis da Hermes Pardini também disparavam e subiam 23,27% no pregão. Os dois grupos estimam que a combinação aumente em até R$ 190 milhões o Ebitda (o lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) anual da companhia combinada.

Se o acordo sair do papel, cada acionista da Hermes Pardini receberá uma parcela de R$ 2,15 por ação da empresa e mais 1,21 ação ordinária de emissão da Fleury – ou seja, seriam R$ 281,4 milhões em dinheiro e R$ 2,2 bilhões em ações, considerando o valor de fechamento da ação da Fleury na quarta-feira.

As companhias acreditam que a combinação das duas operações representa uma excelente oportunidade de criação de valor, podendo beneficiar seus acionistas por aumentar competitividade no setor de saúde e medicina diagnóstica.

Além delas, Hapvida (HAPV3) subia 2,85%, Cogna (COGN3) ganhava 2,80%, Banco Pan (BPAN4) valorizava 2,28% e Suzano (SUZB3) apontava em 2,15% para cima.

Cenário externo

Lá fora, os principais índices acionários globais recuavam em conjunto, o que também ajudava o Ibovespa na performance negativa nesta quinta. Em Wall Street, Dow Jones e o S&P 500 perdiam 1% cada, enquanto o índice Nasdaq recuava 1,29%.

Nos Estados Unidos, o mercado continua a monitorar o futuro da política monetária no país e os próximos passos para o banco central americano aumentar os juros por lá. Mais cedo, foi divulgado a inflação medida pelo núcleo do PCE (índice de preços de gastos com consumo, na sigla em inglês) no país, que apontou uma subida de 0,3% na comparação mensal e 4,7% na anual, ambos abaixo das expectativas do mercado.

Esse é um dos índices que o Federal Reserve (Fed, o BC americano) usa para medir inflação e nortear suas decisões de política monetária. Na Europa, o movimento também é negativo.

Já perto do fechamento, o índice Euro Stoxx 50, que reúne empresas de todo continente, caía 1,49%, o DAX, da Alemanha, perdia 1,54% e o FTSE 100, do Reino Unido desvalorizava 1,83%.

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