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Entre mineradoras, siderúrgicas e papeleiras, BofA escolhe duas empresas; veja quais

Entre mineradoras, siderúrgicas e papeleiras, BofA escolhe duas empresas; veja quais

CSN deve ser exceção e apresentar alta no Ebitda e no lucro líquido

Mineradora

Foto: Shutterstock

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Os resultados do primeiro trimestre das companhias dos setores de mineração, siderurgia e papel e celulose devem ser mistos e, de maneira geral, todas devem apresentar queda no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em relação ao final do ano passado, disse a equipe de analistas do Bank of America (BofA) em um relatório.

O banco, porém, tem preferência pelas ações de duas companhias nestes segmentos: Gerdau e Suzano. Confira as expectativas do BofA para os resultados das empresas no primeiro trimestre, de acordo com relatório distribuído nesta segunda-feira (18).

Mineração

A expectativa do BofA é que o resultado da Vale (VALE3) deve ser impactado pelo menor volume de vendas durante o trimestre, consequência das fortes chuvas no Brasil no período – mas isso deve ser parcialmente compensado pelo aumento nos preços do minério de ferro.

A projeção do banco é que a Vale anote venda de 60 milhões de toneladas de minério de ferro no trimestre, o que representa queda de 36% na comparação com os três meses anteriores e de 8% contra o primeiro trimestre de 2021. Enquanto isso, os preços do minério de ferro devem registrar alta de 29% no período.

Os custos de produção também devem subir, refletindo uma menor diluição nos custos fixos, uma alta nos preços dos combustíveis e despesas maiores de frete.

Considerando estes pontos, a expectativa do BofA é que a Vale reporte um Ebitda de R$ 6,6 bilhões neste trimestre, queda de 4% em relação aos três últimos meses de 2021, consequência da redução nos volumes de venda do minério de ferro. O lucro líquido deve ter retração de 22%, para R$ 4,2 bilhões.

Os analistas do BofA têm classificação neutra sobre a ação da Vale, com preço-alvo de R$ 107, o que corresponde a alta de 17% em relação ao valor do fechamento da última quinta-feira (14), de R$ 92,09. Por volta das 15h15 desta segunda-feira, o papel tinha baixa de 1,43%, a R$ 90,77.

Papel e Celulose

Assim como as mineradoras, também as produtoras de papel e celulose devem se beneficiar de uma tendência de preços mais altos durante o trimestre, com altas entre 13% e 14%. Por outro lado, junto com os preços, seus custos também aumentaram, principalmente em produtos químicos, combustíveis e manutenção, o que deve pesar para o lado negativo.

Outros pontos negativos para o resultado destas empresas, na visão do banco, são a redução no volume de vendas, refletindo paradas para manutenção e gargalos logísticos, e a valorização de 15% no real, que exerce pressão adicional sobre a linha de custos.

Para a Suzano (SUZB3), o BofA espera Ebitda de R$ 5 bilhões no primeiro trimestre, queda de 20% em relação aos três meses anteriores. O lucro líquido deve ficar em R$ 10,6 bilhões.

O banco recomenda a compra da ação da Suzano, com preço-alvo de R$ 91 – potencial de alta de 70% contra a cotação do último fechamento, de R$ 53,61. Em torno das 15h15, o ativo tinha baixa de 2,63%, a R$ 52,20.

Siderúrgicas

A alta nos custos de produção também deve impactar os resultados das siderúrgicas, diz o BofA, com pressão adicional da queda no preço do aço durante o trimestre. No período, os preços domésticos do aço HCR ficaram 5% mais baixos, e os do vergalhão, 10% menores. Com isso, a expectativa do banco é que todas as companhias do setor apresentem queda na receita líquida por tonelada.

A Gerdau (GGBR4) deve sentir menos impacto da alta de custos, devido a sua maior flexibilidade de produção e à menor exposição a carvão e minério de ferro, diz o banco. Seu Ebitda, porém, deve apresentar redução de 11% em relação ao trimestre anterior, para R$ 5,3 bilhões, consequência de resultados mais fracos no Brasil. O lucro líquido deve apresentar retração de 15%, para R$ 3,7 bilhões.

O banco indica a compra da ação da Gerdau e fixa seu preço-alvo em R$ 50, o que significa que vê espaço para o papel subir 70% em relação ao valor do último fechamento, de R$ 29,42. Por volta das 15h15, o ativo tinha alta de 0,78%, a R$ 29,65.

Apesar do panorama desafiador, de todas as empresas mencionadas pelo BofA, a CSN (CSNA3) deve ser a única a reportar crescimento trimestral em seu Ebitda, na visão do banco. O número deve ser impulsionado pela reversão de um efeito extraordinário de realizações de minério de ferro no quarto trimestre.

O Ebitda da CSN deve ficar em R$ 4,4 bilhões, alta de 17% contra o quarto trimestre, enquanto seu lucro líquido ajustado deve saltar 167%, para R$ 3,3 bilhões.

A recomendação do BofA para a ação da CSN é de compra e o preço-alvo, de R$ 48 – potencial de alta de 89% contra o último fechamento, de R$ 25,44. O papel tinha queda de 2,36% por volta das 15h15, a R$ 24,84.

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