A média da produção de óleo e gás da Enauta (ENAT3) aumentou em janeiro na comparação com igual mês de 2022, mas caiu em relação a dezembro, com destaque para a redução na produção de gás natural no campo de Manati.
As instalações de Manati tiveram uma produção média de 3,7 mil boed (barris de óleo equivalente por dia), volume inferior aos 5,8 mil boed observados em dezembro. Já o campo de Atlanta produziu 12,3 mil boed no período, 5,38% inferior ao mês de dezembro.
Segundo a companhia, o campo de Atlanta está produzindo com dois poços e a produção no Campo de Manati reflete as variações de demanda de gás natural percebidas nos últimos meses.
Leia mais:
O que achamos?
A produção de gás natural em Manati tem sido impactada pela redução na demanda por gás natural desde o segundo semestre de 2022. Para fins de comparação, em janeiro do ano passado, a produção de gás natural em Manati era de 9,2 mil boed.
Isto reflete diretamente nas receitas da companhia que deve apresentar um menor faturamento no primeiro trimestre de 2023.
Outro ponto é que a menor produção prejudica a rentabilidade da companhia. Uma vez que os gastos para produção se mantém e as receitas são menores, há uma menor diluição dos custos fixos.
Apesar da menor produção em janeiro, a companhia tem apostado na produção de óleo para compensar a menor demanda por gás natural.
Portanto, é possível que a companhia tenha resultados impactados negativamente nos próximos trimestres até que haja uma solução para suprir a menor demanda de gás pela Petrobras, que compra o gás natural vindo de Manati.
Como as ações devem reagir?
Apesar do viés negativo, é possível que o mercado já esperasse por menor produção da companhia e embutido isso no preço dos papéis.
Diante disso, ações devem reagir de forma neutra com leve tendência para queda. Os papéis da Enauta acumulam alta de 4,4% em 2023.