A Embraer (EMBR3) reportou queda de 15% no lucro do segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. O montante passou de R$ 438,1 milhões em 2021 para R$ 372,6 milhões neste ano.
O recuo veio acompanhado de uma redução da receita líquida, que foi pressionada por menos entregas na aviação comercial e uma queda nas receitas em defesa e segurança.
A receita líquida da Embraer foi de R$ 5,04 bilhões no segundo trimestre, ou 14,8% menor em relação aos R$ 5,92 bilhões anotados no mesmo trimestre do ano passado, mas veio em linha com as projeções do Itaú BBA e da XP.
O segmento de aviação comercial reportou uma redução na receita de 27% no ano para R$ 1,48 bilhão. Isso ocorreu pois a Embraer entregou 11 jatos comerciais no período, enquanto no segundo trimestre de 2021 havia entregue 14.
Já na aviação executiva a companhia entregou 21 aeronaves de abril a junho de 2022, uma a mais do que no mesmo período em 2021. Contudo, a receita do segmento recuou 4%, e atingiu R$ 1,33 bilhão. As entregas vieram diferentes da expectativa da XP. A corretora vislumbrava 12 aeronaves comerciais e 17 executivas.
“Esperamos que o desempenho operacional da Embraer no segundo trimestre deste ano melhore em relação ao do ano passado, embora ainda em números baixos, já que esperamos que as entregas de aeronaves sejam mais concentradas no segundo semestre deste ano”, afirma a XP, em relatório prévio ao balanço.
O segmento de defesa e segurança reportou uma queda de receita de 31% na comparação anual, atingindo R$ 629,2 milhões. A Embraer afirma que foi impactada por menos entregas de Super Tucano.

Ademais, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado somou R$ 622,8 milhões no segundo trimestre de 2022, um recuo de 25,6% frente ao mesmo trimestre em 2021, e ficou ligeiramente acima das previsões de Itaú BBA e XP.
A margem Ebitda ajustada, que calcula o Ebitda ajustado sobre receita líquida, atingiu 12,3% no período, um recuo de 1,8 ponto percentual (p.p.) na comparação a mesma etapa de 2021.
No segundo trimestre, a Embraer anotou um fluxo de caixa livre ajustado de R$ 486,2 milhões, mais que o dobro do apurado um ano antes, que foi de R$ 215,7 milhões. De acordo com a fabricante de aeronaves, esse avanço é reflexo de uma geração de caixa de R$ 784 milhões referente à venda de fábricas da Évora, em Portugal.
