Dólar deve perder força no 2º semestre de 2023, e real pode se beneficiar, diz UBS

Para banco de investimentos, oportunidades em ações de crescimento nos EUA surgirão somente a partir de julho

Foto: Shutterstock/FOTOGRIN

Após o Federal Reserve interromper o atual ciclo de alta nos juros americanos, o que deve acontecer até o final do primeiro semestre de 2023, o dólar deve começar a perder força, o que pode beneficiar moedas de países emergentes, incluindo o real.

A avaliação é do relatório Year Ahead 2023, do UBS, divulgado nesta quarta-feira (23). Na avaliação do banco de investimentos, a divisa brasileira é uma das três emergentes que pode se beneficiar com esse processo, ao lado do peso mexicano e do rand sul-africano.

Entre as moedas de países desenvolvidos que podem ganhar com a interrupção de ganhos do dólar estão o franco suíço, o dólar australiano e o dólar canadense.

Ontem, o UBS-BB passou a indicar a venda das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), o que fez os papeis da companhia tombarem mais de 4% no pregão desta segunda.

O UBS lembrou que a moeda americana já se valorizou 16% no ano até outubro, atingindo o patamar mais alto desde meados dos anos 80. A divisa deve se manter forte pelo menos enquanto o Fed está subindo os juros, processo que deverá estar encerrado em junho de 2023.

“Mas temos que reconhecer que o dólar já se apreciou e que a cotação corrente é elevada”, diz o relatório. “Portanto acreditamos que a moeda terá dificuldade de ir muito além disso. Estimamos que chegue o pico quando o Fed atingir o seu alvo e quando os investidores começarem a antecipar uma melhoria na atividade econômica global.”

Entre os riscos apontados pelo banco para a economia global, estão uma eventual intensificação da guerra na Ucrânia, a política de Covid zero na China e armadilhas fiscais, a exemplo do que aconteceu no Reino Unido, onde o pacote fiscal da ex-premiê Liz Truss foi considerado desastroso pelos mercados.

Investimentos defensivos no 1º semestre

No relatório, o UBS lembrou que taxas de juros mais elevadas no mundo começam a afetar a economia global. A expectativa do banco é que os ganhos das empresas americanas tenham queda de 4% no primeiro semestre do ano que vem.

“Esperamos que o crescimento global melhore ao longo do ano, quando os investidores começarem a olhar para 2024”, diz o relatório.

Na primeira metade de 2023, os investidores devem buscar aplicações mais defensivas, como ações de bens de consumo e saúde e moedas e o dólar, na avaliação do UBS. Depois desse período, devem surgir oportunidades em ações cíclicas e de crescimento.

“Oportunidades mais atrativas para comprar ações cíclicas e de crescimento devem aparecer mais tarde no ano, quando os mercados começarem a antecipar uma inflação mais baixa e crescimento econômico mais forte.”

Entre os riscos apontados pelo banco para a economia global, estão uma eventual intensificação da guerra na Ucrânia, a política de Covid zero na China e armadilhas fiscais, a exemplo do que aconteceu no Reino Unido, onde o pacote de redução de impostos da ex-premiê Liz Truss foi considerado desastroso pelos mercados.

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