Em meio a receios sobre a solidez financeira do Credit Suisse, o banco emitiu nesta quarta-feira (5) um comunicado para tranquilizar os investidores de fundos imobiliários geridos e administrados pela subsidiária Credit Suisse Hedging Griffo no Brasil.
As especulações sobre a saúde financeira do banco no exterior têm preocupados os investidores de fundos imobiliários geridos e administrados pela instituição no Brasil e aumentado a volatilidade dessas carteiras.
As ações do Credit Suisse caíram 21% no último mês e o contrato de CDS (Credit-default swap) do banco, uma espécie de seguro contra calote, subiu para seu patamar mais alto em 30 de setembro, o que levou o presidente do banco, Ulrich Körner, a ir a mercado tentar acalmar os investidores e dar mais detalhes sobre a reestruturação do banco.
Em fato relevante, a corretora Credit Suisse Hedging Griffo destacou que o banco tem um índice de cobertura de liquidez (na sigla em Inglês, LCR) de 191% e ativos líquidos de alta qualidade, que somaram 235 bilhões de francos suíços no fim do segundo trimestre de 2022, representando um terço de seus ativos.
O banco ainda destacou que a capacidade de absorção total de perdas do grupo é de 96,9 bilhões de
francos suíços.
No caso dos fundos imobiliários geridos e administrados pela CSHG, controlada pelo Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil), a instituição reforça que eles são segregados do balanço do banco.
Da mesma forma, os resultados e rendimentos dos FIIs geridos pela instituição seguirão suas alocações específicas e não têm correlação e nem são compostos por títulos de emissão do grupo Credit Suisse e, portanto, não são impactados por quaisquer alterações ou oscilações no valor das ações ou dos títulos da instituição, informou o banco.
A CSHG é uma das maiores gestoras de fundos imobiliários no Brasil, somando, em agosto, R$ 10 bilhões sob gestão nessas carteiras, incluindo o CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e o CSHG Real Estate (HGRE11), que entraram na carteira recomendada pelas corretoras em outubro.
O FII HGRC11, que investe em recebíveis imobiliários, cai 2,10% em outubro, enquanto o HGRE11, que investe em lajes corporativas, recua 3,31%.