Com queda nas vendas online, Via (VIIA3) tem prejuízo de R$ 135 milhões no 3º trimestre

As vendas no marketplace caíram 42%, compensando o avanço das lojas físicas

Foto: Shutterstock/Joa Souza

Repetindo a dinâmica do trimestre anterior, as lojas físicas da Via (VIIA3) venderam mais entre julho e setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas do marketplace, por outro lado, caíram 42%, derrubando a receita da empresa e fazendo com que a varejista fechasse o terceiro trimestre deste ano com prejuízo líquido operacional de R$ 135 milhões.

O resultado, que representa uma piora em relação ao lucro líquido operacional de R$ 101 milhões registrado no terceiro trimestre do ano passado, veio melhor do que a expectativa do mercado. A XP Investimentos, por exemplo, esperava perdas de R$ 203 milhões, enquanto o Santander projetava prejuízo de R$ 145 milhões. Mais otimista, o Bank of America apostava em R$ 103 milhões de prejuízo.

Já receita líquida da varejista registrou recuo de 4,6% frente o mesmo período de 2021, para R$ 7,01 bilhões, devido à queda de na receita das vendas online, ofuscando a aceleração na receita das lojas físicas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, por sua vez, atingiu R$ 475 milhões no período, baixa de 29% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, enquanto a margem ficou em 6,8%, recuo de 2,3 pontos percentuais, devido à desalavancagem operacional. Este impacto negativo, contudo, foi parcialmente compensado pela maior penetração do crediário.

Na frente operacional, o valor geral dos produtos (métrica conhecida como GMV) vendidos pela Via caiu 7,6% na base anual, para R$ 10,23 bilhões, devido principalmente ao recuo de 41,9% nas vendas dos vendedores cadastrados no marketplace (3P), que totalizaram R$ 1,15 bilhão.

Este desempenho, de acordo com a empresa, está “relacionado ao foco da companhia no aumento no número de pedidos de cauda longa, havendo, portanto, redução de ticket médio”.

As vendas da própria Via (1P), por sua vez, ficaram estáveis na comparação com o terceiro trimestre, em R$9,08 bilhões, com uma redução no e-commerce compensada por um aumento nas lojas físicas, que tiveram crescimento de 7,6%, para R$ 5,6 bilhões, refletindo a melhoria nos fluxos das lojas e uma maior conversão.

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