Com exposição crescente às fontes renováveis, XP recomenda compra da ação da Raízen (RAIZ4)

Companhia é a mais preparada para enfrentar o momento de transição energética

Foto: Shutterstock

Considerando o momento de transição energética, na tentativa de deixar os combustíveis fósseis para trás, o cenário para o setor de açúcar e álcool deve mudar – e a exposição crescente da Raízen (RAIZ4) a fontes renováveis de energia faz com que a companhia seja a mais preparada do setor para encarar as mudanças, segundo a XP Investimentos.

Em relatório publicado nesta segunda-feira (25), a equipe de analistas da XP iniciou a cobertura da ação com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 9,60 – o que corresponde a alta de 40% em relação ao valor do fechamento de sexta-feira (22), de R$ 6,88.

Por volta das 16h desta segunda-feira, o papel tinha alta de 1,74%, a R$ 7.

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Além da diversificação de fontes de energia, outros fatores que jogam a favor da Raízen são a tendência positiva de preços mais altos de açúcar e etanol no curto prazo, que impacta positivamente a produção própria e a operação de revenda, além da recuperação pós-pandemia do setor de distribuição de combustíveis.

Apesar de a Raízen ser a mais preparada para mudanças, a preferida da XP no setor segue sendo a Jalles Machado (JALL3). “As ações apresentam um desempenho excessivamente inferior ao do setor e sua produção de açúcar orgânico reduz sua exposição ao ciclo, uma premissa fundamental quando os preços de açúcar e etanol se acomodam”, diz o relatório.

Do lado negativo, a menor liquidez da Jalles Machado pode afetar negativamente as ações, segundo a XP.

Apesar disso, a corretora reiterou sua recomendação de compra para o papel da companhia, atualizando o preço-alvo de R$ 14,20 para R$ 15,70 – potencial de alta de 59% ante valor do último fechamento, de R$ 9,85. No horário acima, as ações operavam em queda de 1,12%, a R$ 9,74.

Outro ponto que vem afetando o setor nos últimos tempos é a alta nos preços das commodities. Nesse quesito, a vantagem é da São Martinho (SMTO3), de acordo com a XP, já que a companhia consegue capturar os efeitos de preços mais altos no curto prazo, uma vez que é o player mais exposto a commodities.

Por outro lado, ela continua sendo a empresa mais cíclica do setor, o que fez com que os analistas da corretora alterassem sua recomendação da ação para neutra, de compra. Além disso, a corretora prevê um crescimento limitado dos resultados nos próximos anos, assim como uma acomodação das margens.

Sobre as ações, a análise da XP é que os papéis já refletem o momento positivo para o setor, de modo que o potencial de alta é limitado. Às 16h, o papel tinha baixa de 2,11%, a R$ 45,08.

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