Chinelo mais caro: Alpargatas (ALPA4) aumenta preços e fatura mais, mas lucro cai 31% no 3º tri

Dona da Havaianas fechou o período com lucro líquido recorrente de R$ 105 milhões

Foto: Shutterstock/Pressmaster

Refletindo o aumento nos preços, a receita líquida da Alpargatas (ALPA4), dona da Havaianas, cresceu 12% no terceiro trimestre, mesmo com redução no volume de vendas. O lucro líquido recorrente, no entanto, caiu na comparação com o terceiro trimestre de 2021, impactado pelo aumento de despesas e pela perda de rentabilidade no mercado internacional.

Diante disso, a Alpargatas fechou o terceiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 105 milhões, queda de 31% em relação aos mesmos três meses de 2021. O lucro líquido societário, que considera os efeitos da aquisição da participação na Rothy’s, anunciada em dezembro de 2021, foi de R$ 45 milhões.

Os resultados mistos, com aumento de receita e queda no lucro líquido, já eram esperados pelo mercado. O lucro, porém, veio abaixo do estimado por analistas da XP Investimentos, que projetavam R$ 72 milhões considerando a contribuição negativa da Rothy’s.

O crescimento de 10% na receita líquida, que encerrou o terceiro trimestre em R$ 1,08 bilhão, foi resultado de iniciativas de aumento de preço, mudanças no mix de vendas e maior volume no mercado internacional, compensando a queda de 4% no volume vendido no Brasil, segundo o relatório de balanço da companhia, publicado na noite desta quinta-feira (3).

O lucro bruto consolidado, por sua vez, cresceu 7% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, para R$ 503 milhões, enquanto a margem bruta caiu 2 pontos percentuais, para 47%.

De um lado, a margem bruta foi positivamente impactada pela estratégia de compra de matéria-prima e pelo repasse de preços no Brasil, enquanto o efeito cambial, o mix geográfico e o aumento nos preços de matérias-primas e das despesas industriais nos mercados internacionais pesaram negativamente.

Consequência da queda de volume no Brasil, da queda de margem bruta no segmento internacional e do aumento nas despesas operacionais, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente da empresa caiu 4% no terceiro trimestre deste ano, na comparação anual, para R$ 180 milhões, enquanto a margem Ebitda apresentou retração de 3 pontos percentuais, para 17%.

As despesas operacionais tiveram alta de 16% na mesma base de comparação, para R$ 377 milhões, devido principalmente ao aumento de investimentos na área comercial, em tecnologia e em marketing.

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