A China sinalizou uma possível retaliação aos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump colocar oito companhias de tecnologia do país em uma lista negra por supostas violações dos direitos humanos contra minorias muçulmanas, aponta matéria da Bloomberg.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, afirmou que a China “ficará atenta” quanto à retaliação aos EUA. E disse, ainda, que o governo não violou os direitos humanos na região oeste de Xinjiang.
Geng insiste “que o lado norte-americano imediatamente corrija seu erro, retire a decisão de banir as empresas e pare de interferir em questões internas da China”. Por fim, completou dizendo que “a China continuará a tomar medidas firmes e fortes para salvaguardar a soberania nacional, segurança e interesses de seu desenvolvimento econômico”.
O portal ressalta que a decisão do governo Trump ocorreu no mesmo dia em que as duas maiores economias do mundo começaram os preparativos para as negociações, que devem acontecer nesta quinta-feira, 10.
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O economista-chefe da Bloomberg, Tom Orlik, diz que:
“Com o enfraquecimento do crescimento, os EUA e a China poderiam usar pelo menos um alívio das tensões comerciais. Um mini-acordo foi discutido. Agora parece menos provável”.
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