Após conseguir aprovação dos acionistas para alterar o estatuto social e excluir, assim, o poison pill – que nada mais é do que a proteção contra uma aquisição -, a BR Properties (BRPR3) informou que não houve quórum suficiente na assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (9) para deliberar sobre a saída voluntária do segmento do Novo Mercado, que contempla a dispensa de OPA (oferta pública de aquisição de ações).
De acordo com a companhia, em comunicado enviado ao mercado, foi convocada uma nova assembleia para o dia 17 de fevereiro.
A iniciativa acontece após a decisão da GP Investments (GPIV33) que, em janeiro, disse que pretende, por meio de um acordo com a THG, adquirir até 100% das ações da BR Properties por meio de uma OPA.
A GP, que foi fundada por Jorge Paulo Lemann, quer pagar R$ 1,60 por ação. A OPA, no entanto, depende da aprovação da redução de capital da BR Properties de R$ 2,5 bilhões.
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Com a redução de capital, a ação pode chegar aos R$ 0,66. Nesse cenário, o preço proposto pela GP Investments seria cerca de 140% maior.
A empresa pretende realizar essa redução para distribuir os recursos aos acionistas, e considera “excessivo” o atual nível de capital.
Os recursos seriam distribuídos aos acionistas via pagamento em dinheiro (R$ 1,3 bilhão) e por meio da distribuição de cotas de um fundo de investimento imobiliário (R$ 1,2 bilhão), que receberá dois imóveis comerciais hoje pertencentes à BR Properties: o Edifício Passeio Corporate e Águas Claras.
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