Bolsas reduzem a alta após ata do Fed sinalizar manutenção de juros elevados por mais tempo

Membros do Fed avaliaram na ata que Fed que uma política monetária restritiva poderia levar a um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de trabalho

Foto: Shutterstock/Niphon Subsri

As bolsas americanas reduziram a alta nesta quarta-feira (4) após a sinalização da ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano) de que seria necessário manter a taxa básica de juros em patamar elevado por um bom tempo até que a inflação claramente caia em direção a meta.

Por volta das 16h35, o índice S&P 500 subia 0,22% para 3.833 pontos, depois de ter atingido 3.873 pontos antes da divulgação da ata, enquanto o Nasdaq avançava 0,14% para 10.400 pontos, depois de ter atingido 10.475 pontos na máxima do dia.

O Ibovespa acompanhou esse movimento e subia 1%, para 105.206 pontos, depois de negociar a 105.367 pontos antes da ata.

Já o dólar operava estável frente ao real, com leve alta de 0,06% a R$ 5455.

Em 14 de dezembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto do Fed elevou a taxa básica em 0,50 ponto, para o intervalo entre 4,25% e 4,50%, o maior patamar em 15 anos.

O banco central americano ainda aumentou a projeção para a taxa básica de juros no fim do ciclo em 2023 de 4,6% para 5,1%, o que provocou a queda das bolsas.

Na ata divulgada nesta quarta-feira, os membros do Fed disseram que “manter a política [monetária] restritiva por um período sustentado até que a inflação esteja claramente em direção a 2% é apropriado do ponto de vista da gestão de risco.”

Os membros do Fed avaliaram que a inflação está em um patamar “inaceitavelmente alto”.

O Fed ainda avaliou que uma política monetária restritiva poderia levar a um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de trabalho, suavizando as pressões por aumento de salários.

O comentário na ata mostra que, apesar do risco de recessão, o Fed está comprometido em trazer a inflação para a meta de 2% ao ano.

O Fed elevou a projeção para a taxa de desemprego para 2023 de 4,4% para 4,6%, e reduziu a previsão de crescimento do PIB (Poduto Interno Bruto) de 1,2% para 0,5%.

O presidente do Fed, Jerome Powell, deixou em aberto, na última reunião, se manterá o ritmo de alta de 0,50 ponto percentual na reunião de fevereiro ou se vai optar por mais duas elevações de 0,25 ponto em 2023. Ele também não indicou a possibilidade de corte de juros no ano que vem.

Para fevereiro, quando será anunciada a próxima decisão do Fed, as taxas de juros futuros refletem 69,2% de chance de uma alta de 0,25 ponto e 30,8% de probabilidade de uma nova alta de 0,50 ponto,  segundo dados do CME Group.

“Continuamos esperando três altas de 0,25 ponto em 2023 até o intervalo de 5% e 5,25%”, apontou o Goldman Sachs em relatório.

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