Nesta quarta-feira, 17, as bolsas globais apresentam estabilidade, com os investidores atentos aos efeitos da inflação para a economia e às possíveis mudanças nas políticas monetárias.
Contudo, grande parte do mercado acredita que a economia americana possa resistir mesmo com a retirada de estímulos e o aperto monetário, já que os últimos dados apresentados, como as maiores vendas varejo e os números mais sólidos da produção industrial, traduzem a esperança que o país crescerá, mesmo com o início do aumento nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
Na Ásia, as bolsas fecharam no meio a meio, ainda refletindo o tom mais pacificador entre a China e os EUA perante seus impasses sino-americano. Por outro lado, os investidores ainda manterão no radar os problemas da dívida das incorporadoras chinesas.
Já as bolsas europeias e os futuros americanos operam estáveis. O mercado mantém no radar as preocupações de que a alta da inflação possa não ser transitória e que isso atrapalhe o crescimento econômico mundial. Além disso, é esperado a decisão do presidente Joe Biden, que escolherá o candidato à presidência do Fed.
Nos Estados Unidos, os investidores deverão acompanhar a divulgação dos dados das novas construções de residências e os estoques de petróleo, que serão anunciados às 10h30.
Na zona do euro foi divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que mostrou um avanço de 4,1% em outubro na comparação anual, com alta dos custos automotivos e com energia. Esse avanço aponta que a inflação está acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), que quer manter a inflação em 2% no médio prazo e disse que o aumento dos preços é temporário. Para isso, é esperado que os preços desacelerem durante 2022.
Em relação às commodities, o preço do barril do petróleo recua à medida que os investidores avaliam as chances de que o governo Biden venha a elevar suas reservas de emergência juntamente com a China para tentar segurar o preço do petróleo. O minério de ferro apresenta queda nesta quarta.
No Brasil, com a agenda econômica bem esvaziada, o foco continua sendo o desenrolar sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios, que ainda aguarda a votação no Senado, que deverá ser concluída até o fim de novembro, a tempo de pagar a parcela do Auxílio Brasil já no próximo mês.