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Boletim Focus: analistas já veem inflação de 5,60% no final deste ano

Boletim Focus: analistas já veem inflação de 5,60% no final deste ano

Especialistas ouvidos pelo BC projetam câmbio mais desvalorizado para o final de 2023

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Foto: Shutterstock

Por:

Gabriel Tomé

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Os analistas ouvidos semanalmente no Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central, já projetam um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,60% no final de 2022. Na semana anterior, a aposta era de uma alta de preços de 5,56%.

O levantamento, que normalmente é publicado às segundas-feiras, foi divulgado excepcionalmente nesta quarta (2) por causa do feriado de Carnaval. As expectativas foram colhidas na última sexta, dia 25 de fevereiro.

As pressões sobre preços provocada pela pandemia de coronavírus e, mais recentemente, pelo conflito entre Rússia e Ucrânia vêm provocando reajustes constantes nas estimativas para o IPCA.

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As expectativas apontam para uma inflação bem acima do teto da meta de 2022, que é de é de 5,0%.

Também houve leve alta na projeção para a inflação do ano que vem: de 3,50% no levantamento anterior para 3,51% agora. Para 2023, a meta é de 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Câmbio mais desvalorizado

A forte entrada de recursos estrangeiros no Brasil, que vêm sendo atraídos pela alta na cotação das commodities, levou a mediana dos analistas consultados pelo Focus a reduzir suas expectativas para o câmbio em 2023: de R$ 5,36, na pesquisa anterior, para R$ 5,31 na atual.

Para este ano, a projeção para o dólar foi mantida em R$ 5,50.

As expectativas para a taxa básica de juros e PIB (Produto Interno Bruto) se mantiveram as mesmas para 2022 e 2023.

O que é a pesquisa Focus?

O Boletim Focus é uma publicação divulgada todas as segundas-feiras pelo Banco Central às 8h25, contendo um resumo das expectativas de mercado a respeito dos principais indicadores da economia brasileira, como taxa de juros básica, inflação, câmbio e juros.

O relatório apresenta resultados de uma pesquisa feita diariamente com as previsões de bancos, gestoras de recursos e corretoras, entre outros participantes do mercado, e faz parte do arcabouço da política monetária. O objetivo é monitorar a evolução das expectativas do mercado para as principais variáveis macroeconômicas, dando assim elementos ao Banco Central para decidir sobre a taxa básica da economia, a Selic.

O levantamento foi criado em 1999 como parte da transição brasileira para o regime de metas de inflação, no qual o BC se compromete a atuar para garantir que a variação de preços medida pelo IPCA esteja em linha com um objetivo pré-estabelecido.

Um dos propósitos do BC é exatamente ancorar (ou guiar) as expectativas do mercado financeiro. A razão para isso é que, quanto mais previsíveis forem as condições macroeconômicas de um país, menores tendem a ser as contrapartidas pedidas pelos investidores.

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