A Viveo, holding que controla diversas empresas do segmento hospitalar, definiu o preço por ação de sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) restrita na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.
Após o encerramento do procedimento de bookbuilding, o conselho de administração da companhia aprovou a fixação de R$ 19,92 por papel, no piso da faixa estipulada pelos coordenadores da operação, que ia até R$ 25,81.
Com a venda de mais de 35 milhões de ativos ordinários na tranche primária, a Viveo, ou CM Hospitalar, conseguiu levantar R$ 699 milhões. Ela usará esse dinheiro para sua expansão orgânica e inorgânica, como consta no documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo a empresa, após o IPO, o capital social da companhia passou a ser de R$ 1.771.043.736,23, dividido em 286.123.360 ações ONs.
A operação também contou com a distribuição secundária de 59 milhões de ativos, que é quando os atuais acionistas vendem parte ou a totalidade de suas fatias. Os vendedores são os fundos Genoma I e VI, Carlos Alberto Mafra Terra e Consolação Goulart Terra.
Para emplacar a oferta no mercado local, a Viveo contou com o aporte de duas empresas que passam a fazer parte do quadro de acionistas: a gestora de private equity Siguler Gulf, com sede nos Estados Unidos, e o fundo soberano de Cingapura GIC. No total, o aporte chegou perto dos R$ 675 milhões.
As ações serão negociadas no Novo Mercado da B3 a partir da próxima segunda-feira, 9, sob o ticker de negociação VVEO3. Já a liquidação dos papéis está marcada para um dia depois (10).
Os coordenadores do IPO foram:
- J.P. Morgan (líder)
- Itaú BBA
- BTG Pactual
- UBS BB
- Bank of America
- Bradesco BBI
- Safra
Oferta restrita
A oferta restrita (Instrução nº 476/2009) é voltada exclusivamente para investidores profissionais. O IPO limita-se a 75 investidores, sendo que apenas 50 podem realizar o investimento.
Essa instrução é bem mais flexível em relação ao modelo mais convencional (400), uma vez que a CVM não exige registro no órgão nem análise prévia.
O que é bookbuilding e para que serve?
De um modo resumido, o bookbuilding é o processo utilizado para definir um preço justo para o IPO ou oferta subsequente de ações (follow on), que seja adequado à intenção de compra dos investidores.
Por isso, durante o processo, os coordenadores da oferta estudam e avaliam a demanda de seus ativos no mercado. Assim, eles conseguirão estimar o preço que poderá praticar e a quantidade de ações ou títulos que poderão ser oferecidos. Veja mais detalhes aqui.
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