A Raízen (RAIZ4) anunciou nesta terça-feira, 10, a aquisição de 50% da paraguaia B&R, por meio de sua subsidiária Raízen Energia, pelo valor de US$ 130 milhões.
De acordo com o comunicado ao mercado, do total, US$ 40 milhões serão pagos na data de fechamento da transação, enquanto os outros US$ 90 milhões restantes serão pagos em 5 parcelas anuais.
Vale destacar que o montante ainda poderá sofrer ajustes usuais para este tipo de operação.
A adquirida é líder no mercado de distribuição de combustíveis no Paraguai, contanto com uma rede de 350 postos revendedores.
Como parte da compra, a Raízen sublicenciará o direito de uso da marca Shell para a B&R. Assim, os postos da rede passarão a operar progressivamente sob a bandeira Shell.
Além disso, na conclusão da transação, será assinado também um Acordo de Acionistas (AA) entre os atuais acionistas da B&R e a compradora, que regulará as relações das participações.
Conforme o AA, a Raízen Energia poderá indicar a diretoria executiva e a maioria dos membros do conselho de administração da adquirida, além de ter direito a um dividendo preferencial, dependendo da performance financeira do negócio.
Assim que terminada, a compra irá marcar a entrada da Raízen no mercado de Marketing & Serviços do Paraguai, integrando sua plataforma de operações na América do Sul.
A conclusão da aquisição está sujeita ao cumprimento de condições suspensivas, incluindo a segregação e inclusão de determinados ativos da B&R.
Acordos de venda
Além da aquisição, a companhia informou que celebrou dois novos acordos para a venda de 460 milhões de litros de etanol celulósico (E2G) com entrega nos próximos 9 anos.
Com os novos acordos, o volume total de E2G já comercializado pela empresa atinge a marca de aproximadamente 1 bilhão de litros, que serão produzidos em plantas a serem instaladas em seus Parques de Bioenergia.
É importante ressaltar que a Raízen é atualmente o único player global com capacidade produção de etanol celulósico em escala comercial.
Assim, a celebração destes acordos reflete a crescente demanda por fontes de energia mais limpa que contribuam para a descarbonização da matriz energética mundial.
Foto: Raízen/Divulgação