A Livetech da Bahia, empresa que atua com tecnologia wireless e segurança predial eletrônica, precificou sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) no piso da faixa indicativa, que ia de R$ 23,50 a R$ 25,75.
Segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação consistiu na distribuição primária de 19,4 milhões de ativos ordinários e, com isso, movimentou R$ 450 milhões.
Após o IPO, o capital social da companhia passou a ser de R$ 311.706.375,27, dividido em 64.191.861 ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.
De acordo com a Livetech, os recursos serão utilizados para:
- Investimentos de capital (Capex) para aquisição de equipamentos destinados à locação
- Potenciais aquisições de empresas (M&As)
As ações da oferta restrita serão negociadas na B3 a partir desta segunda-feira, 26, sob o ticker LVTC3, enquanto a liquidação física e financeira dos papéis ocorrerá amanhã (27).
Os coordenadores da oferta foram BTG Pactual (líder), Bradesco BBI, Itaú BBA e Citi.
Livetech da Bahia
Criada em 2003, a Livetech é uma companhia especializada em fornecimento de soluções tecnológicas de alta complexidade para uma variada gama de clientes no Brasil, Panamá, Colômbia e Estados Unidos.
A empresa se considera como líder no segmento de soluções para internet banda larga, segurança eletrônica, infraestrutura de redes, cibersegurança, telefonia via internet, redes wif-i e energia solar.
No acumulado de 2020, a Livetech reportou uma receita líquida de R$ 718 milhões frente aos R$ 507 milhões registrados em 2019.
Lâmina de IPO
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Oferta restrita
A oferta restrita (Instrução nº 476/2009) é voltada exclusivamente para investidores profissionais. O IPO limita-se a 75 investidores, sendo que apenas 50 podem realizar o investimento.
Essa instrução é bem mais flexível em relação ao modelo mais convencional (400), uma vez que a CVM não exige registro no órgão nem análise prévia.
O que é bookbuilding e para que serve?
De um modo resumido, o bookbuilding é o processo utilizado para definir um preço justo para o IPO ou oferta subsequente de ações (follow on), que seja adequado à intenção de compra dos investidores.
Por isso, durante o processo, os coordenadores da oferta estudam e avaliam a demanda de seus ativos no mercado. Assim, eles conseguirão estimar o preço que poderá praticar e a quantidade de ações ou títulos que poderão ser oferecidos. Veja mais detalhes aqui.
Foto: Livetech