A semana começa com os futuros americanos estáveis nesta manhã de segunda-feira, 14, enquanto as bolsas europeias operam com leves altas e as bolsas asiáticas já fecharam com resultados variados entre si.
Na sexta-feira, 11, os investidores estavam divididos em relação às altas nos preços do mercado americano, após a inflação vir acima do esperado. Com isso, a semana fechou com o Dow Jones caindo 0,8%, o S&P em alta de 0,4% e o Nasdaq em disparada de 1,9%.
Nesta semana, o Federal Reserve irá se reunir por dois dias, 15 e 16, para tratar sobre a política monetária no país. Os investidores seguem cautelosos até saberem se os juros continuam zerados e se a compra de títulos segue no mesmo ritmo.
Já existe certo entendimento de que, assim como o Fed diz reiteradamente, o aumento dos preços é temporário e deve durar somente até o final do ano, quando o mercado já terá estabilizado a demanda reprimida do tempo de isolamento social.
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O presidente do Fed, Jerome Powell, deve falar à imprensa após o banco central divulgar uma declaração, marcada para às 14h de quarta-feira (16). Espera-se que ele reafirme o compromisso do Fed com uma política monetária expansionista.
Enquanto isso, as bolsas europeias seguem com ganhos nesta manhã. O ministro do Reino Unido, Boris Johnson, luta contra uma nova proliferação da variante indiana no país, com isso, espera-se que ele anuncie o prolongamento de restrições de negócios e de pessoas no dia de hoje.
De acordo com o portal Our World in Data, até o dia 12 de junho, cerca de 62,3% da população britânica já havia tomado pelo menos uma dose da vacina, enquanto os completamente imunizados somavam 44,7% da população.
Do outro lado do mundo, as bolsas asiáticas fecharam com resultados variados entre si nesta segunda-feira, feriado na China continental e em Hong Kong. O destaque por lá ficou com o indicador de produção do Japão, que subiu 2,9% passando de março para abril, com ajuste sazonal.
Cenário interno
Nesta semana teremos a “Super Quarta”, data em que os bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil divulgarão suas políticas monetárias.
Sobre a expectativa para o gigante do norte já falamos. Em relação ao Brasil, no último encontro a instituição já indicou um aumento de 0,75 p.p. na Selic, para 4,25% ao ano. Porém, com o IPCA batendo 8,06% no acumulado de doze meses até maio, há quem espere um aumento maior na principal taxa de juros do país.
Até lá, a semana traz outros indicadores. Hoje é dia de IBC-Br, um índice de atividade econômica divulgado pelo Banco Central, também conhecido como “prévia do PIB”. O dado de hoje é referente a abril e especialistas aguardam um crescimento de 1,3%, de acordo com a Bloomberg.
Também teremos a divulgação semanal do Boletim Focus, do Banco Central, com a prévia dos principais indicadores econômicos do país.
No radar corporativo, a Petrobras informou ter enviado uma carta à BR Distribuidora solicitando a cooperação para a realização de uma oferta subsequente de ações (follow-on) para que a estatal venda sua participação remanescente de 37,5% na empresa.
“Esta operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, a geração de valor para os seus acionistas”, afirmou a Petrobras em fato relevante.