Navegue:
Bolsas globais iniciam semana em queda; petróleo e pressão inflacionária seguem no radar

Bolsas globais iniciam semana em queda; petróleo e pressão inflacionária seguem no radar

No Brasil, o recesso do Congresso traz de certa forma uma tranquilidade dada a falta de depoimentos na CPI da covid e com a pausa nos desdobramentos da reforma do Imposto de Renda.

Por:

Compartilhe:

Por:

As bolsas internacionais iniciam semana em baixa nesta segunda-feira, 19, com o retorno das preocupações com a pressão inflacionária, o aumento dos casos da nova variante delta da covid e a queda na cotação do barril do petróleo.

Na Ásia, a maioria dos mercados fechou em queda, influenciados com o retorno das restrições em algumas regiões por conta do retorno do aumento no número de infectados pelo coronavírus. A queda do petróleo também impactou os negócios por lá.

O mercado também está de olho na definição do Banco Popular da China (PBoC) sobre as taxas de juros usadas como referência no país para empréstimos de curto e longo prazo, chamadas de LPR.

No mesmo caminho, as bolsas europeias recuam, com praticamente todas as ações em queda, sendo lideradas pelas ações de viagens e lazer juntamente com as de materiais básicos.

Os futuros americanos estão na mesma direção, com a grande preocupação com as novas restrições que possam ser impostas por conta do crescimento dos casos mundiais da variante delta.

Além disso, a pressão inflacionária segue sendo destaque no mundo todo. Grande parte das instituições que divulgaram seus resultados mostrou preocupação com o tema.

Os rendimentos dos títulos de dívida estão em queda, o que representa um sinal de desaceleração na recuperação global. Com isso, os investidores devem acompanhar os próximos indicadores econômicos para terem mais clareza da economia.

Enquanto isso, o preço do petróleo cai forte após os membros da Opep+ chegarem a um acordo no último domingo, 18, para o aumento de fornecimento de petróleo a partir de agosto, cancelando um corte de produção já previsto de 5,8 milhões de barris por dia até setembro de 2022.

Essa medida seria para frear os preços do barril do petróleo que seguem em alta. Em 2021, o petróleo do tipo Brent já subiu mais de 40% até agora, com a demanda pela commodity crescendo à medida que a economia global se recupera da pandemia.

No Brasil, o recesso do Congresso traz de certa forma uma tranquilidade dada a falta de depoimentos na CPI da covid e com a pausa nos desdobramentos da reforma do Imposto de Renda.

O mercado deverá acompanhar a agenda econômica, que começa com a divulgação do Boletim Focus, além da confiança do consumidor e a divulgação do IGP-M. Na parte corporativa, teremos a mudança do código da B2W, deixando de ser negociada pelo ticker BTOW3 e passando a ser AMER3.

Foto: Getty Images

Compartilhe: