À espera de dados dos EUA, bolsas externas sinalizam dia morno pela frente

No Brasil, os investidores continuam de olho nas tensões do campo político

No último dia útil da semana, as bolsas internacionais sinalizam um desempenho morno, à espera dos dados de emprego nos Estados Unidos, que sairão às 9h30 (no horário de Brasília), e das divulgações dos balanços das empresas.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, em parte pela decisão em estender as regras de distanciamento social mais rígidas diante de nova alta em casos da Covid-19. Além disso, a intervenção de Pequim em alguns setores continua no radar.

Já as ações europeias operam em baixa, enquanto os futuros americanos flutuam próximos da estabilidade, com os holofotes nesta sexta-feira voltados para os dados da folha de pagamento dos EUA, uma vez que isso pode impactar na política futura do Federal Reserve, o banco central do país.

O mercado aguarda uma adição de 845 mil empregos à economia norte-americana em julho. Contudo, as projeções do mercado deixam grande dúvidas, pois vão de 350 mil novos empregos a 1,2 milhão de empregos adicionados. Já o consenso dos economistas da Refinitiv aponta para geração de 870 mil vagas e taxa de desemprego a 5,7%.

Na Alemanha, a produção industrial de julho veio abaixo da projeção do mercado.

Em relação às commodities, o petróleo bruto tem leve alta nesta manhã, enquanto o minério de ferro cai novamente. Na véspera, por conta das intervenções chinesas, o preço da commodity apresentou forte retração de mais de 6%, fazendo com que as ações da Vale, na bolsa brasileira, caíssem 3% no pregão de ontem (5). 

Agenda econômica e política

No Brasil, os investidores continuam de olho nas tensões do campo político.

Ontem, a comissão especial da Câmara dos Deputados rejeitou a proposta para adoção do voto impresso pelas urnas eletrônicas por 23 votos a 11. Isso deverá acalmar um pouco o mercado, já que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a proposta  poderia ser votada pelo plenário da Casa mesmo se fosse rejeitada pelo colegiado.

Além disso, os riscos fiscais aumentam, com novo temor após o Senado aprovar a reabertura do Refis, o programa de parcelamento de débitos tributários, com perdão de até 90% de multas e 12 anos para pagar.

Para esta sexta-feira, a agenda econômica interna vem sem indicadores relevantes. Entretanto, o mercado seguirá de olho nas divulgações dos resultados corporativos: M. Dias Branco (MDIA3), ABC Brasil (ABCB4) e Celesc (CLCS3).

Foto: Getty Images

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