B3 (B3SA3) vê negócios caírem com alta dos juros, mas lucro fica estável em R$ 1,2 bi

A margem Ebitda recorrente, porém, apresentou queda no segundo trimestre

Foto: Shutterstock

A B3, dona da Bolsa, tem sofrido com a alta dos juros desde o ano passado, que tem levado a uma queda no volume de negociações de ações, sua principal fonte de receita, mas conseguiu evitar, no segundo trimestre, mais um recuo no seu lucro líquido recorrente.

No período, a companhia teve lucro líquido recorrente de R$ 1,22 bilhão, praticamente estável em relação ao nível de um ano antes, com uma ligeira retração de 0,8%.

Não fosse o resultado negativo da Neoway, adquirida pela B3, no ano passado, a B3 teria tido um leve crescimento de 0,8%, para R$ 1,24 bilhão.

O número, de qualquer forma, frustrou os analistas do BTG Pactual, que esperavam lucro maior, de R$ 1,63 bilhão. Mas ficou acima da expectativa de Itaú BBA e Santander, que tinham projeções de R$ 1,13 bilhão e R$ 1,19 bilhão, respectivamente.

No segundo trimestre, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) em ações atingiu R$28,8 bilhõe, queda de 13,1% ante o segundo trimestre do ano passado, enquanto no segmento de derivativos listados o volume médio diário negociado (ADV) totalizou 4,3 milhões de contratos, em linha com igual período de 2021.

“O segundo trimestre do ano foi marcado pela continuidade das preocupações com o cenário macroeconômico global, com elevações nas taxas básicas de juros das principais economias do mundo para conter a escalada inflacionária”, afirmou a companhi. No Brasil, o segundo trimestre terminou com a taxa básica a 13,25%, depois de ter atingido o menor nível da história em março do ano passado, a 2%.

Por outro lado, ressaltou a B3, o segmento de Balcão apresentou altas no estoque de instrumentos de renda fixa de 23,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, atingindo R$4,6 trilhões. A emissão desses ativos, por sua vez, saltou 23,1%, para R$ 4 trilhões.

Ainda assim, a receita total da B3 somou R$ 2,48 bilhões no segundo trimestre, queda de 7,1% ante igual período do ano passado. Sem a Neoway, a retração teria sido até maior, de 9,1%, para R$ 2,19 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente também mostrou baixa no segundo trimestre, de 10% na base anual, para R$ 1,66 bilhão, enquanto a margem Ebitda recorrente recuou de 80,9% para 74,4%.

Compartilhe:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.