A terça-feira (1), véspera de feriado no Brasil, será marcada pela reação dos mercados a uma série de balanços divulgados na noite de ontem – em particular o da Cielo (CIEL3), empresa cujo lucro dobrou no terceiro trimestre -, por indicadores econômicos e pelo detalhamento da última decisão do Copom, o comitê de política monetária do Banco Central.
Logo mais, às 8h, as atenções estarão voltadas para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), que na semana passada decidiu manter a taxa básica, a Selic, em 13,75%.
No comunicado que acompanha a decisão, o BC não sinalizou quando começará a cortar os juros em 2023, e alertou para o fato de que os mercados globais estão especialmente sensíveis à política fiscal.
O trecho foi uma referência ao Reino Unido, onde o plano de corte de impostos sem contrapartida causou a disparada dos juros futuros e a desvalorização da libra, culminando na queda da premiê Liz Truss.
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Os investidores ainda estarão de olho na divulgação dos dados de produção industrial em setembro, que serão informados às 9h pelo IBGE. A expectativa de analistas é que a indústria volte a recuar no mês, como consequência da chegada à ponta do aumento na taxa básica de juros, a Selic, e da desaceleração da economia global.
Entre os resultados publicados ontem à noite, a Cielo, líder do setor de pagamentos no Brasil, confirmou a mais otimista das expectativas do mercado e atingiu, no terceiro trimestre, um lucro líquido duas vezes maior que o de igual período do ano passado, com alta de 99%, ao somar ganhos de R$ 422 milhões.
A rede de farmácias Raia Drogasil (RADL3) também viu o lucro crescer, mas de forma bem mais tímida – alta de 16,2% -, enquanto a Prio (PRIO3) atingiu números recordes de produção, receita, custos de extração e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
A CSN (CSNA3) e sua subsidiária, a CSN Mineração (CMIN3), registraram queda no lucro, conforme o previsto pelo mercado.
À espera do Fed
Lá fora, os mercados já operam em modo de espera pela decisão do Federal Reserve, que na quarta-feira (2) se reunirá para decidir a nova taxa da economia americana. A expectativa do mercado é que o banco central dos EUA volte a aumentar os juros em 0,75 ponto percentual, mas parte dos investidores acredita que o Fed reduzirá o ritmo para 0,50 ponto em dezembro.
Por volta das 7h35, os índices futuros americanos operavam em alta: o Dow Jones subia 0,66%, o S&P 500 e o Nasdaq 0,95% e 1,22%, respectivamente. No mesmo horário, o índice europeu Euro Stoxx 50 avançava 1,53%.