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Após sinal de alerta, inadimplência do Nubank (NUBR33) vai desacelerar nos próximos trimestres, prevê UBS-BB

Após sinal de alerta, inadimplência do Nubank (NUBR33) vai desacelerar nos próximos trimestres, prevê UBS-BB

Na visão do banco, o roxinho apresenta uma tendência operacional melhor do que a de seus principais pares

Celular com logo da Nubank

Foto: Shutterstock

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Depois de os resultados do Nu Holdings, que controla o Nubank(NUBR33), acender um sinal de alerta após o aumento de 0,7 ponto percentual no índice de inadimplência, que fechou o primeiro trimestre de 2022 em 4,2%, a equipe de analistas do UBS-BB reiterou sua visão positiva sobre as dinâmicas de crédito do roxinho.

Em relatório distribuído nesta quinta-feira (19), o banco afirma que o ritmo de aumento na inadimplência deve desacelerar nos próximos meses, e que o índice de cobertura do Nu, superior ao de seus principais concorrentes, está em patamares saudáveis.

A redução no ritmo de alta da inadimplência projetada pelos analistas do UBS-BB, porém, não se limita ao Nu: “Temos uma visão não consensual de que a taxa de inadimplência no Brasil deve ter um aumento menor no segundo trimestre devido ao impacto de medidas anunciadas pelo governo recentemente, que devem reduzir temporariamente a deterioração da qualidade dos ativos”.

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Os analistas argumentam ainda que mudanças no mix de crédito do Nubank foram um dos grandes fatores por trás do aumento da inadimplência. Ao longo do trimestre, a carteira do banco passou a contar com mais empréstimos rotativos e parcelas com juros, enquanto a fatia de empréstimos sem juros diminuiu.

Outra mudança na carteira de crédito foi um aumento na participação de empréstimos pessoais e a redução no cartão de crédito, mais um fator que pesa sobre a taxa de inadimplência, diz o UBS-BB.

Provisões suficientes

Além disso, o banco acredita que o índice de cobertura do Nubank é suficiente para absorver até mesmo uma deterioração significativa na qualidade dos ativos. A título de comparação, os analistas apontam que o Nu fechou o primeiro trimestre com uma provisão sobre empréstimos de 10,5%.

Na avaliação do UBS-BB, este nível está acima do pico histórico de inadimplência do Brasil tanto para cartões de crédito, com a taxa atingindo o patamar recorde de 8,9% em 2011, quanto para empréstimos pessoais, em que o pico foi de 10,2% em 2016.

O índice de cobertura do roxinho, de 229%, também está muito acima do reportado por seus principais concorrentes, dizem os analistas. O Banco Inter (BIDI11), por exemplo, fechou o primeiro trimestre com um índice de cobertura de 109% em seu negócio de cartões de crédito. A taxa de inadimplência do negócio de cartões de crédito do Inter, de 6,6%, é mais alta do que do Nu, de 4,2%.

“O Nu ainda apresenta uma tendência operacional melhor do que a de seus principais pares”, afirma o banco.

Diante da visão otimista em relação à qualidade dos ativos e por considerar que a ação está em patamares atrativos de preço depois das quedas recentes, os analistas do UBS-BB recomendam a compra do papel negociado nos Estados Unidos, com preço-alvo de US$ 11,5, o que corresponde a alta de 201% em relação ao valor no fechamento de quarta-feira (18), de US$ 3,82.

No entanto, o UBS-BB ressalta que, os novos desafios de crescimento vindos de um aumento de concorrência; dificuldades acima do esperado no processo de monetização; riscos de execução e mudanças regulatórias reduzindo incentivos para incumbentes, são fatores que podem fazer com que o banco revise para baixo sua avaliação do Nubank.

Por volta das 15h17 (de Brasília), as ações do Nu negociadas nos EUA tinham alta de 9,55%, a US$ 4,18. Seus recibos negociados no Brasil, os BDRs (NUBR33), subiam 5,90%, a R$ 3,41.

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