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Após cinco altas consecutivas, Ibovespa cai mais de 1% pressionado por exterior e Vale (VALE3)

Após cinco altas consecutivas, Ibovespa cai mais de 1% pressionado por exterior e Vale (VALE3)

Por volta de 12h45 (de Brasília), o principal índice da B3 recuava 1,36%, aos 107.306 pontos

Gráfico de ações

Foto: Shutterstock

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Depois de cinco sessões consecutivas em alta, o Ibovespa voltou a recuar nesta quarta-feira (18) acompanhando os mercados internacionais, após novas preocupações com o avanço dos juros e da inflação ao redor do globo, além de Vale e o setor bancário que também pressionam o índice.

Por volta de 12h45 (de Brasília), o principal índice da B3 recuava 1,36%, aos 107.306 pontos. No pregão, a maior queda ficava com Banco Inter (BIDI11), que recuava 7,85% após ter subido nos últimos pregões.

Para Régis Chinchila, analista da Terra Investimentos, os investidores estão preocupados com a inflação e a resposta que os bancos centrais devem dar para contê-la, aumentando juros. “Além disso, a desaceleração da economia chinesa ajuda a manter o medo de uma recessão global”.

Na sequência de baixa, apareciam MRV Engenharia (MRVE3) e PetroRio (PRIO3), que recuavam 5,22% e 4,90% respectivamente.

No setor de siderurgia e mineração, as ações caíam em bloco, diante das incertezas sobre a retomada econômica da China. A Vale (VALE3), por exemplo, que tem o papel de maior peso no Ibovespa, recuava 2,39%.

A Gerdau (GGBR4), por sua vez, recuava 4,37%, enquanto CSN (CSNA3) perdia 3,85% e a metalúrgica (GOAU4), desvalorizava 3,84%. As quedas acompanhavam a desvalorização do minério de ferro, que recuou 5,27% na bolsa de commodities de Dalian, na China, cotado a 791 iuanes por tonelada, o equivalente a US$ 117,30.

Eletrobras no radar

Ainda no noticiário corporativo, outra queda relevante era de Eletrobras (ELET6), que perdia 1,91%, enquanto os papéis ordinários da empresa caíam 2,21%. Chinchila destaca que a empresa está no centro das atenções já que nesta quarta-feira que o TCU (Tribunal de Contas da União) retomará a segunda etapa de julgamento sobre a privatização da estatal.

O aval da corte é necessário para afastar a hipótese de que a operação prejudicaria as contas públicas. Sem a chancela, o governo fica impedido de avançar com o plano de vender novas ações da Eletrobras e reduzir sua participação na companhia de aproximadamente 70% para menos de 50%.

A discussão será retomada às 14h30 após um pedido de vista do ministro Vital do Rêgo. Segundo informações divulgadas na imprensa, ele deve defender uma análise mais profunda sobre as provisões feitas pela Eletrobras.

Provisões são reservas que as empresas montam para despesas que podem ser obrigadas a pagar. No caso da Eletrobras, essas reservas aumentaram em função de processos judiciais. O governo quer privatizar a empresa até agosto, antes das eleições.

O novo ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, sinalizou aos ministros da corte, em reunião ontem, que a oferta pública de ações prevista na operação deve ser protocolada na CVM e SEC em 25 de maio, com a capitalização prevista para 9 de junho, segundo informações da Coluna do Lauro Jardim, no jornal O Globo.  

Altas do dia

Entre as maiores altas do pregão, Locaweb (LWSA3) crescia 5,10% e Hapvida (HAPV3) subia 7,21%, após um tombo de mais de 15% na véspera. A Locaweb encerrou o pregão de ontem subindo 11,15%, acompanhando as empresas de tecnologia do exterior.

Por outro lado, a Hapvida viu suas ações tombarem após registrar um prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre do ano, revertendo o lucro de R$ 151,8 anotado no mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o principal fator por trás da queda no resultado foi a amortização do valor justo proveniente da combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, além de gastos com incentivos de longo prazo e remuneração baseada em ações (SOP).

Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida, disse durante teleconferência que o avanço está relacionado ao aumento de casos de Covid-19 e gripe influenza, redução no ticket médio da empresa e aquisição de empresas que tinham sinistralidades maiores. Segundo ele, os casos de Covid-19 estão diminuindo – no final do primeiro trimestre, a empresa reportou queda de 80% no volume diário de atendimentos nas urgências e emergências.

Mais cedo, a Hapvida anunciou que irá comprar 9% dos papéis, ou cerca de 400 milhões de ações, em circulação no mercado nos próximos 18 meses.

Em comunicado, a empresa garantiu que o objetivo da aquisição é atender ao futuro exercício dos planos de remuneração baseada em ações e “maximizar a geração de valor para os acionistas”.

Figuravam entre as maiores altas também a Ecorodovias (ECOR3), que subia 3,24%, Taesa (TAEE11), que tinha valorização de 1,30% e Fleury (FLRY3), que ganhava 1,20%, depois de anunciar uma parceria com o Bradesco (BBDC4) e a Beneficência Portuguesa de São Paulo para investir em centro oncológico.

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Bolsas internacionais

No exterior, os mercados operam no negativo com preocupações dos investidores com a inflação e uma aceleração da taxa de juros global. Ontem, o presidente do banco central americano, Jerome Powell, declarou que a instituição continuará apertando a política monetária até que veja evidências “claras e convincentes” de que a inflação está voltando para a meta de longo prazo de 2% do BC dos Estados Unidos.

Powell disse ainda que o Fed “não hesitará” em aumentar as taxas acima do neutro se for preciso, embora tenha reiterado que as autoridades não sabem onde está esse nível, dada a força do mercado de trabalho e até que ponto a inflação está acima da meta do banco central. 

Na Europa, mais preocupações com aumento nos preços. Por lá, a inflação ao consumidor do Reino Unido atingiu 9% no acumulado anual, sendo a nova máxima dos últimos 40 anos e um crescimento em relação a alta de 6,2% de fevereiro.

No horário acima, veja como operavam as bolsas no exterior;

Dow Jones/EUA: -2,16%

S&P 500/EUA: -2,47%

Nasdaq/EUA: -2,63%

FTSE 100/Reino Unido: -0,68%

DAX/Alemanha: -0,91%

Euro Stoxx 50: -0,77%

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