Um dia após cair mais de 42% e de a B3 informar que excluiria a Americanas (AMER) de todos os índices da Bolsa brasileira devido ao pedido de recuperação judicial, a ação da varejista chegou a liderar as altas do Ibovespa logo após a abertura do pregão desta sexta-feira (20), subindo mais de 10%, mas logo devolveu os ganhos.
Por volta de 13h, o papel ordinário da empresa já respondia pela maior queda do índice, com baixa de 14%, negociado a menos de R$ 1, com o mercado repercutindo os últimos acontecimentos e os próximos passos da recuperação judicial.
Isso porque, ontem, finalmente o que o mercado esperava aconteceu. A varejista entrou com pedido de recuperação judicial e alegou ter R$ 43 bilhões em créditos listados que serão alvo de reorganização nos próximos anos.
No pedido de recuperação judicial, a Americanas explicou que, diante dos bloqueios por parte de bancos, a empresa ficou apenas com R$ 800 milhões em caixa para tocar o dia a dia, o que inviabiliza a operação.
O processo permite à varejista um prazo de blindagem de 180 dias em todas as suas obrigações de passivo, podendo ser estendido por mais 180 dias. A Americanas precisa, no entanto, apresentar uma versão preliminar de seu plano de recuperação em até 60 dias.
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Movimentos da B3
Diante da recuperação judicial, a B3 anunciou a exclusão da companhia de todos os índices da Bolsa Brasileira, inclusive do Ibovespa, a partir do fechamento do pregão desta sexta-feira (20), já que as regras não permitem que empresas nesse processo possam fazer parte de nenhum índice.
Inclusive, em nota enviado ao mercado nesta manhã, a B3 informou que excepcionalmente o fechamento dos ativos AMER3 e AMER3F, pertencentes a Americanas, vão iniciar às 17h30. “Ressaltamos que o horário de início do call dos demais ativos do mercado de ações permanece inalterado”, diz a Bolsa brasileira.
Com isso, a partir de segunda-feira (23), o Ibovespa, principal índice da B3, que era composto por 89 ativos, passará a ter 88 papéis na carteira válida de janeiro a abril.