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Ação da Mater Dei (MATD3) dispara após aquisição de um novo hospital em Goiânia 

Ação da Mater Dei (MATD3) dispara após aquisição de um novo hospital em Goiânia 

Companhia comprou 95,5% do Hospital Premium, de Goiânia (GO), por R$ 250 milhões; do total, 40% será pago no fechamento do negócio

Fachada de hospital da rede Mater Dei, com foco no logo
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A rede de hospitais Mater Dei, que nasceu em Minas Gerais e abriu capital em abril do ano passado, opera em alta no pregão desta terça-feira, dia 11 de janeiro, após ter anunciado mais uma aquisição. Por volta das 13h, a ação subia 5,07%, a R$ 11,40. 

Dessa vez, a companhia comprou 95,5% do Hospital Premium, de Goiânia (GO), por R$ 250 milhões — em mais um movimento do aquecido mercado de fusões e aquisições do setor de saúde. O valor será pago em seis parcelas, com uma entrada de 40% no fechamento; e outras cinco parcelas anuais, sendo as quatro primeiras com 10% cada do montante e uma quinta, com 20% — sempre com os valores corrigidos pelo IPCA do período.

Só no ano passado, foram 32 anúncios de aquisições feitos por empresas de saúde com capital aberto no Brasil, segundo levantamento feito pelo BTG Pactual. 

Neste ano, a Kora Saúde comprou o Hospital São Francisco, de Ceilândia (DF), por R$ 330 milhões, e a Rede D’Or adquiriu o Hospital Santa Marina, em Campo Grande (MS), por R$ 25 milhões. 

Desde o IPO realizado em abril, quando levantou R$ 1,4 bilhão em recursos, a Rede Mater Dei já havia anunciado duas aquisições: a compra de 70% do Grupo Porto Dias, uma rede de hospitais e de laboratórios do Pará, por R$ 800 milhões; e 99,6% do Hospital Santa Gênova, em Uberlândia (MG), em uma operação avaliada em R$ 309 milhões. 

Com a aquisição do Hospital Premium, o Mater Dei pagou, em média, R$ 1,6 milhão por cada leito. Em comparação à média das aquisições do setor, foi um preço atrativo. Segundo o BTG Pactual, as transações mais recentes contaram com uma média de R$ 3,5 milhões por leito.

Trata-se também da chegada da Rede Mater Dei a Goiânia, a principal capital da região Centro-Oeste. “A região metropolitana do município, que está em forte ascensão com o crescimento do agronegócio, abrange mais de 2,5 milhões de habitantes,com quase 700 mil beneficiários [de planos de saúde], e é carente de hospitais referência em qualidade assistencial acessíveis à maior parte dos beneficiários”, diz o comunicado da companhia.

A aquisição, além disso, está relacionada à compra do hospital de Uberlândia, que, embora esteja em Minas Gerais, está próximo da divisa com Goiás. “É mais uma etapa da implementação da estratégia do Mater Dei de consolidação do eixo de assistência hospitalar de alta qualidade, em uma região de demanda crescente”, afirma a empresa.

Apesar do apetite para investir na sua expansão, a empresa de hospitais tem operado no azul. No terceiro trimestre, a companhia teve lucro líquido de R$ 43,6 milhões, alta de 19% em relação a igual período do ano anterior. 

Ainda assim, a companhia entrou em 2022 sob o risco de um novo agravamento da pandemia, assim como todo o setor de saúde. Desde a chegada da variante Ômicron, os hospitais têm registrado aumentado em pacientes com covid-19 e há uma preocupação entre investidores sobre qual seria o impacto, sobre o sistema de saúde, de uma nova onda de infecções. 

O Mater Dei, no entanto, segue “com moral” entre os analistas. Segundo levantamento da Refinitv, disponível na plataforma do TradeMap, dos seis analistas consultados, cinco recomendam a compra do papel da rede de hospitais. Apenas um tem uma posição neutra.

Mater Dei

 

A mediana das projeções para o preço-alvo da companhia é de R$ 23, com um máximo de R$ 24, praticamente o dobro da cotação atual. 

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