3R Petroleum (RRRP3): queda da ação após dados de produção abre oportunidade de compra, diz BTG

Riscos de execução já estão precificados, avalia o banco, que mantém visão otimista

Foto: Shutterstock/Kirill Gorshkov

Depois de a 3R Petroleum (RRRP3) reportar queda de 13% na produção de petróleo e gás em outubro, na comparação com o mês anterior, as ações derretem no pregão desta quinta-feira (17), caindo 7,56% por volta das 12h45. Os dados de produção, porém, não mudam as perspectivas da empresa, e a queda da ação abre oportunidade de compra, afirma o BTG Pactual.

“Ainda que achemos que o mercado irá reagir negativamente, isso não muda a nossa visão positiva sobre a tese de investimento da 3R, que permanece intacta”, dizem Pedro Soares e Thiago Duarte, analistas do BTG, em relatório distribuído nesta quinta. “Permanecemos otimistas e veríamos qualquer reação negativa do preço da ação como uma oportunidade de compra”, completam.

Os analistas da Genial Investimentos, por sua vez, fazem uma leitura mais negativa dos números, segundo comentários ao mercado, considerando que os dados demonstram “uma parada no ímpeto de crescimento da produção nos últimos meses”.

Segundo a 3R, o recuo mensal foi causado principalmente pela queda na produção dos polos de Macau, Recôncavo e Peroá, enquanto a produção em Rio Ventura e Areia Branca cresceu.

A maior surpresa negativa, então, foi a produção de Macau, avalia o BTG, que vem sendo impactada pela diferença entre a produção real e seus “números fiscais”, utilizados para fins de provisionamento de receita, além de paradas de manutenção temporárias em alguns poços. De acordo com a própria 3R, a produção do polo deverá ser normalizada em abril de 2023.

Para a Genial, isso indica que, até que a normalização ocorra, a produção da empresa não deve apresentar grandes evoluções, exceto pela consolidação de ativos remanescentes.

Na visão do BTG, um ponto positivo é que a produção de Macau tende a perder relevância dentro da companhia nos próximos anos, passando a corresponder a menos de 20% de sua produção em 2023 e menos de 15% a partir de 2024. Em outubro, a produção de Macau respondeu por 34% do total.

Além disso, o banco acredita que o cronograma de paradas para manutenção foi assertivo, uma vez que, para os analistas, estas pausas de fato deveriam ocorrer antes de a 3R dar início a sua campanha de perfuração em Macau, o que está previsto para o curto prazo.

Por fim, em relação à queda na produção de Recôncavo em Peroá, a análise do BTG é que isso já era esperado pelo mercado.

“Reconhecemos os desafios e contratempos operacionais que a 3R está enfrentando conforme incorpora novas aquisições em seu portfólio, mas com um plano de negócios desenhado e com fatores de recuperação baixos em todos os seus ativos, acreditamos que a relação entre risco e retorno seja muito atrativa”, afirmam os analistas do BTG.

O banco aponta ainda que o valor das ações da 3R, que apresenta um desconto significativo em relação a seus pares, já leva em conta estes riscos de execução.

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