Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

    A semana foi marcada pela divulgação de indicadores econômicos relevantes no Brasil e nos Estados Unidos, além da repercussão das novas medidas comerciais anunciadas pelo governo norte-americano. No cenário doméstico, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,10% em maio, acima da expectativa do mercado, que projetava estabilidade, indicando continuidade do crescimento da atividade econômica, embora em ritmo mais moderado do que o observado em abril. Nos Estados Unidos, os investidores acompanharam a divulgação dos índices de inflação, que vieram abaixo das expectativas. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) recuou 0,4% em junho, registrando a maior queda mensal desde abril de 2020, enquanto o Índice de Preços ao Produtor (PPI) caiu 0,3% no período, reforçando a percepção de desaceleração das pressões inflacionárias na economia norte-americana.

    No cenário internacional, o conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a se intensificar após novos ataques militares e ameaças de retaliação entre os dois países, elevando as preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz e com possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo. Além disso, a confirmação do novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre determinados produtos brasileiros ficou no radar. 

    Maiores altas

     

    As ações da Hapvida (HAPV3) lideraram os ganhos do Ibovespa na semana, com alta de 7,36%. O movimento refletiu a continuidade da percepção positiva dos investidores em relação ao processo de reestruturação da companhia, conduzido pela nova administração, com foco em melhorias de governança, disciplina operacional e ganhos de eficiência. O desempenho também foi sustentado pelos resultados do primeiro trimestre de 2026, que vieram acima das expectativas do mercado, e pela manutenção da perspectiva favorável de analistas para a recuperação da empresa.

    A Vibra (VBBR3) encerrou a semana com valorização de 5,82%. O desempenho foi impulsionado pela perspectiva de manutenção de margens elevadas no setor de distribuição de combustíveis, diante da expectativa de que a rentabilidade permaneça acima dos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio. Além disso, estimativas mais otimistas para os resultados da companhia, refletindo um cenário mais favorável para a captura de margens e a geração de caixa, reforçaram o otimismo dos investidores em relação às ações.

    A Gerdau (GGBR4) registrou alta de 4,48% na semana. O desempenho foi impulsionado pela expectativa de resultados mais fortes no segundo trimestre de 2026, diante da melhora das perspectivas para as operações da companhia no Brasil, na América do Norte e na América do Sul. A expectativa de preços mais elevados do aço, ganhos de eficiência operacional, redução dos custos com frete e maior produtividade reforçou a percepção de evolução dos resultados da siderúrgica, contribuindo para o otimismo dos investidores ao longo da semana.

    Maiores quedas

     

     

    A Auren Energia (AURE3) liderou as perdas do Ibovespa na semana, com queda de 11,05%. O desempenho foi pressionado após a Fitch Ratings revisar a perspectiva da companhia de estável para negativa, citando os impactos do curtailment, restrições na geração de energia eólica e solar, e das condições hidrológicas desfavoráveis sobre a geração de caixa. A agência também reduziu sua projeção de Ebitda para 2026 e elevou a estimativa de alavancagem da empresa, reforçando a cautela dos investidores em relação às perspectivas da companhia.

    Os papéis da Engie Brasil Energia (EGIE3) recuaram 10,75% na semana. O movimento foi pressionado após a companhia precificar sua oferta de ações em R$ 30,50 por papel, operação que movimentou R$ 8,36 bilhões. A emissão de novas ações aumentou o capital social da empresa e elevou o número de papéis em circulação, gerando preocupação dos investidores com os efeitos da diluição acionária.

    A Cury (CURY3) acumulou queda de 10,35% na semana, dando continuidade ao movimento iniciado após a divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026. Embora a companhia tenha mantido fundamentos sólidos, as vendas líquidas e a velocidade de comercialização ficaram abaixo das expectativas de parte do mercado, mantendo os investidores cautelosos em relação às ações ao longo da semana.

    Ao longo da semana, o mercado acompanhou indicadores econômicos, o cenário internacional e eventos corporativos, fatores que influenciaram o desempenho das ações do Ibovespa.

     

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