Ibovespa recua e encerra semana pressionado por tarifaço dos EUA e escalada das tensões no Oriente Médio

Fonte: Shutterstock/KeyFame

O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (17) com leve queda de 0,06%, aos 173.714 pontos, em uma sessão marcada pelo avanço acima do esperado do IBC-Br em maio e pela continuidade das preocupações com o tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Com o resultado, o Ibovespa finalizou a semana com uma perda acumulada de 2,33%. 

No cenário doméstico, o mercado repercutiu o avanço de 0,10% do IBC-Br em maio, acima da expectativa, além dos desdobramentos da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Durante o período de sobreposição das tarifas, o Brasil passará a ter a segunda maior tarifa efetiva média entre os países exportadores para os EUA, atrás apenas da China.

No cenário internacional, o mercado acompanhou a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã. Após forças norte-americanas destruírem uma torre de vigilância iraniana próxima ao Estreito de Ormuz, Teerã sinalizou possíveis retaliações contra unidades navais dos EUA, mantendo o risco geopolítico no radar dos investidores.

No cenário microeconômico, as ações do setor bancário encerraram o pregão em queda, acompanhando o desempenho mais fraco do índice. O Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 1,39%, enquanto as ações do Bradesco fecharam em baixa, com BBDC4 caindo 0,65% e BBDC3, 0,31%. O Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 1,30% e o Santander Brasil (SANB11) caiu 0,67%.

No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão em alta, acompanhando a valorização superior a 4% da commodity no mercado internacional. Na Bolsa brasileira, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) avançaram 2,62%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 2,53%. A Prio (PRIO3) ganhou 1,87%, a Vibra Energia (VBBR3) avançou 1,60%, a Ultrapar (UGPA3) subiu 0,25%, e a PetroReconcavo (RECV3) encerrou estável.

Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para Usiminas (USIM5), que avançou 4,18%, seguida por Hapvida (HAPV3), com alta de 3,93%, Petrobras ON (PETR3), que ganhou 2,62%, Petrobras PN (PETR4), com avanço de 2,53%, e Prio (PRIO3), que subiu 1,87%.

Na ponta negativa, Vivara (VIVA3) liderou as perdas, com queda de 3,90%, seguida por MRV (MRVE3), que recuou 3,31%, Direcional (DIRR3), com baixa de 2,75%, YDUQS (YDUQ3), que caiu 2,60%, e Totvs (TOTS3), que encerrou o pregão em queda de 2,37%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

 

Altas

• Usiminas (USIM5): +4,18%

• Hapvida (HAPV3): +3,93%

• Petrobras (PETR3): +2,62%

• Petrobras (PETR4): +2,53%

• Prio (PRIO3): +1,87%


Baixas

• Vivara (VIVA3): -3,90%

• MRV (MRVE3): -3,31%

• Direcional (DIRR3): -2,75%

• Yduqs (YDUQ3): -2,60%

• Totvs (TOTS3): -2,38%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (17/07):

• Segunda-Feira (13): -1,20%

• Terça-Feira (14): +0,51%

• Quarta-Feira (15): -0,36%

• Quinta-Feira (16): -1,24%

• Sexta-Feira (17): -0,06%

• Na semana: -2,33%

• Em julho: +0,98%

• No 3°tri./26: +0,98%

• Em 12 meses: +28,14%

• Em 2026: +7,81%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -0,77%

• Nasdaq: -1,40%

• S&P 500: -1,01%

 

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Veja os principais eventos da semana e suas possíveis consequências: Segunda-feira (20/07) 08:30 – Brasil Boletim FocusO Banco Central do Brasil divulgará o Boletim Focus

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