Os Estados Unidos criaram 263 mil postos de trabalho em setembro, dado que veio em linha com o esperado pelo mercado, que projetava entre 250 mil e 275 mil novas vagas – o dado representa uma desaceleração em relação a agosto, quando foram criados 315 mil empregos.
A taxa de desemprego caiu a 3,5% no mês passado, abaixo da projeção de 3,7%, e o ganho médio por hora cresceu 0,3%, atingindo US$ 32,46. Ao longo dos últimos 12 meses, o crescimento do salário médio é de 5%, de acordo com a BLS.
O relatório foi publicado nesta sexta-feira (7) pela secretaria de estatísticas trabalhistas (BLS), que destacou que “ganhos consideráveis” de postos de trabalho ocorreram nos segmentos de hotelaria e lazer e saúde.
O desemprego, destacou a secretaria, retornou ao patamar de julho, com o número de pessoas desempregadas caindo a 5,8 milhões em setembro.
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Por que isso importa?
Como o Federal Reserve, o banco central dos EUA, tem duplo mandato (combater a inflação e promover o pleno emprego), os dados do payroll são acompanhados com atenção redobrada pelos investidores. Um mercado de trabalho muito ou pouco aquecido pode indicar mais ou menos pressões sobre a inflação, o que pode sinalizar um banco central mais ou menos agressivo com os juros.