Inflação sobe de novo na Europa, para 10% ao ano, mesmo após alta nos juros da região

Inflação superou a previsão do mercado e agora a expectativa é de que juros subam rapidamente na zona do euro

Os preços ao consumidor da zona do euro subiram de novo em setembro, mesmo após os esforços do (BCE) Banco Central Europeu para frear este avanço.

Segundo dados preliminares divulgados pela Eurostat, a inflação em 12 meses no bloco de 19 países acelerou de 9,1% em agosto para 10,0% em setembro.

Novamente, o que mais influenciou este movimento foi a arrancada nos preços de energia. Depois de terem subido 38,6% nos 12 meses até agosto, em setembro eles acumularam alta de 40,8%.

A inflação, no entanto, continua sendo um problema generalizado na Europa. Nos outros grupos de produtos analisados pela Eurostat – que incluem alimentos, bens industriais e serviços -, os preços também acentuaram o ritmo de alta.

O banco holandês ING disse que os dados mostraram uma inflação mais forte do que o mercado previa e aumentam as chances de altas de juros mais agressivas na Europa, mesmo que os preços não estejam subindo na mesma velocidade em todos os países.

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“A divergência entre os países normalmente complicaria a vida do BCE, mas com as taxas de inflação tão altas a trajetória é clara. O BCE vai aumentar os juros drasticamente nas próximas reuniões para chegar ao nível neutro e possivelmente ir além disso rapidamente. A primeira parada é a reunião de outubro, com mais um aumento d e0,75 ponto porcentual sendo o resultado mais provável”, acrescentou.

Na quinta-feira (29), o economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, já havia feito alerta semelhante, afirmando que as taxas de juros da zona do euro podem precisar ficar acima do nível considerado neutro – nas contas do mercado, esse “nível neutro” está em 3% ao ano. Atualmente, os juros por lá estão em 0,75% ao ano.

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