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Fraqueza na economia vai afetar juros nos EUA, mas mais para frente, diz Pimco, que gerencia US$ 2 trilhões

Fraqueza na economia vai afetar juros nos EUA, mas mais para frente, diz Pimco, que gerencia US$ 2 trilhões

Gestora prevê alta de 0,5 ponto nos juros dos Estados Unidos

Gestora Pimco

Foto: Shutterstock

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A gestora americana Pimco, que administra cerca de US$ 2 trilhões em investimentos, acredita que a economia dos Estados Unidos seguirá em um “caminho acidentado” em meio aos esforços do Federal Reserve (Fed) para conter a inflação e à atividade econômica apresentando sinais de fraqueza.

“A contração do PIB real no primeiro trimestre foi um lembrete do caminho acidentado da ‘reabertura e reequilíbrio” que a economia provavelmente seguirá”, afirmou, em relatório, Allison Boxer, economista para EUA na Pimco.

Dados divulgados na semana passada mostraram que a economia americana encolheu no primeiro trimestre, em meio ao aumento nos preços da alimentação e energia, entre outros itens. Os preços ao consumidor subiram 1,2% em março ante fevereiro e 8,5% na comparação anual – é a maior inflação desde dezembro de 1981.

Para lidar com esse cenário inflacionário, a Pimco espera que o Fed eleve o juro em 0,5 ponto percentual na próxima quarta-feira. Seria a maior alta em uma única reunião desde 2000, e colocaria a taxa na faixa de 0,75% a 1,00% ao ano.

A gestora também espera uma elevação da mesma magnitude na reunião seguinte do Fed, em junho, mas para os meses seguintes espera um cenário de menos austeridade na política monetária americana.

“Após reverter os cortes de juros da era da pandemia ‘aceleradamente’ e começar a diminuir o balanço, ainda esperamos em última instância por um ritmo mais lento de aperto na política monetária, conforme o crescimento da economia global desacelera e ‘coisas acontecem’ ao longo do caminho”, acrescentou.

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Com uma baixa probabilidade de uma surpresa, Boxer afirma que a atenção do mercado estará voltada ao comunicado sobre a decisão e à coletiva de imprensa que irá ocorrer na sequência.

“Todos os olhos estarão no guidance do comunicado e na coletiva de imprensa para (encontrar) quaisquer dicas sobre a velocidade (da alta) à frente”, explica.

Na última reunião, em março, o Fed já havia elevado as projeções para um dos índices de preços ao consumidor dos EUA para a faixa de 3,6% a 4,5%, ante 2% a 3,2% na projeção anterior, realizada em dezembro.

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