Evergrande deixa de pagar US$ 148 milhões; processo de falência pode ser iniciado

De acordo com uma credora da Evergrande, não foi identificado pagamento após o período de carência

A Evergrande, gigante do setor imobiliário da China, deixou de pagar US$ 148,1 milhões, entrando oficialmente em default.

Foto: Divulgação

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A Evergrande, gigante do setor imobiliário da China, deixou de pagar US$ 148,1 milhões (R$ 813,5 milhões na cotação atual), em mais um capítulo da saga contra seu endividamento. O prazo de carência para o pagamento de três títulos venceu nesta quarta-feira (10), e a companhia não cumpriu com os compromissos.

De acordo com a alemã Deutsche Marktscreening Agentur (DMSA), que é credora da Evergrande, não foi identificado pagamento após o período de tolerância.

Segundo a nota oficial da companhia europeia, agora o processo de falência do conglomerado pode começar. A DMSA convida os demais credores da Evergrande que não receberam os pagamentos a se juntarem ao processo.

Os agentes do mercado de crédito devem ficar ainda mais agitados a partir de agora. A Evergrande possui US$ 19,2 bilhões em títulos dolarizados, dos quais US$ 255 milhões vencem no curtíssimo prazo, no dia 28 de dezembro, referente aos títulos de 2023 e 2025.

O conglomerado, que possui desde um time de futebol na China até uma unidade de veículos elétricos, representa a segunda maior incorporadora imobiliária do país, com um endividamento que gira na casa dos US$ 300 bilhões.

No mês passado, a empresa vendeu uma participação na Evergrande Property Services Group por US$ 5,1 bilhões para a 13ª maior incorporadora imobiliária da China, em um esforço de administração da dívida.

O plano chinês para a Evergrande

O governo chinês tem demonstrado interesse em utilizar companhias estatais e incentivar incorporadoras imobiliárias a adquirirem ativos da Evergrande para diminuir o prejuízo. Mas os planos de Pequim vão além disso.

Segundo uma reportagem do The Wall Street Journal, a ideia do governo da China é desmontar o conglomerado lentamente.

As autoridades chinesas, de acordo com o jornal, procuram fazer isso sem reduzir o boom imobiliário épico do país. Cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, que já está em desaceleração, está nas mãos do setor de construção civil.

Hoje, o foco está em lidar com as centenas de projetos que estão inacabados, com a procura de novos responsáveis. A desintegração da empresa, porém, pode demorar anos e diversos detalhes ainda estão em discussão.

Uma pequena fatia da Evergrande ainda pode sobreviver, embora essa possibilidade seja pequena, segundo a reportagem.

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