Nem mesmo o decepcionante relatório de empregos em abril nos Estados Unidos mudou a perspectiva do Federal Reserve (Fed). De acordo com o payroll divulgado na sexta-feira, 07, somente 266 mil postos de trabalho surgiram no mês passado no país frente a expectativa de um milhão.
Mesmo assim, para Lael Brainard, diretora do Fed, há motivos para prever uma “retomada forte” das contratações no país norte-americano nos próximos meses.
Em evento online, a executiva afirmou que a perspectiva “é positiva”, embora haja incertezas que envolvem a crise econômica global e os efeitos da pandemia.
Ainda acrescentou que o quadro de empregos apresentado nos EUA está longe da meta do banco central, assim como o aumento de inflação.
Sobre este segundo ponto, Brainard afirmou que é natural que os preços ganhem impulso conforme a retomada econômica cresce, mas os pequenos aumentos observados devem ser “em geral, temporários”.
A diretora ainda disse que, se o aumento de preços ultrapassar o valor da meta, o BC “não hesitará” em usar seus instrumentos financeiros para contê-lo.
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Quando questionada se os subsídios financeiros concedidos durante a pandemia poderiam desestimular algumas pessoas a buscar emprego, ela respondeu que não há qualquer evidência que corrobore com a teoria e que este argumento não parece fazer sentido, no quadro atual.
Lael Brainard ainda disse que, quando o Fed estiver mais próximo do “progresso substancial” almejado para o mercado de trabalho ou quando for necessária alguma medida diante da inflação, haverá uma comunicação clara a respeito.