Ibovespa fecha em baixa pressionado por commodities e tarifas dos EUA

Fonte: Shutterstock/KanawatTH

O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (24) em baixa de 1,52%, aos 174.042 pontos, encerrando a semana com avanço de 0,19%. O desempenho do índice foi pressionado pela queda das commodities, em meio às preocupações com o agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram a nova ofensiva comercial dos Estados Unidos contra o Brasil. O governo norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a alegação de trabalho forçado, medida que se soma à sobretaxa de 25% já aplicada anteriormente por supostas práticas comerciais desleais. Com isso, a maior parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos passa a enfrentar uma tributação acumulada de 37,5%, ampliando as preocupações do mercado com os impactos sobre o comércio exterior e setores exportadores.

No cenário internacional, os investidores seguiram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos, mantendo o impasse entre os dois países. A negativa ocorreu após uma nova rodada de bombardeios americanos contra alvos militares iranianos, marcando a 13ª noite consecutiva de ataques.

No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão em queda, acompanhando a desvalorização de mais de 3% da commodity no mercado internacional. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 2,36%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 1,72%. A Prio (PRIO3) perdeu 2,84%, a PetroReconcavo (RECV3) cedeu 2,75% e a Vale (VALE3) encerrou o pregão com baixa de 0,58%.

No setor bancário, as ações dos principais bancos encerraram o pregão em queda, pressionando o desempenho do Ibovespa. O Banco do Brasil (BBAS3) liderou as perdas entre os grandes bancos, com recuo de 2,77%. Também fecharam no campo negativo o Bradesco (BBDC4), que caiu 1,28%, o Santander Brasil (SANB11), com baixa de 1,09%, e o Itaú Unibanco (ITUB4), que recuou 1,08%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, a Yduqs (YDUQ3) liderou os ganhos, com avanço de 3,05%. Na sequência, apareceram a Vivo (VIVT3), com alta de 2,22%, a MRV (MRVE3), que subiu 1,59%, a Totvs (TOTS3), com ganho de 1,55%, e a CSN (CSNA3), que avançou 1,13%.

Na ponta negativa, a Isa Energia Brasil (ISAE4) liderou as perdas do índice, com queda de 7,16%. Em seguida, apareceram Hapvida (HAPV3), com recuo de 5,25%, Caixa Seguridade (CXSE3), que caiu 5,21%, Marfrig (MBRF3), com baixa de 4,81%, e Minerva (BEEF3), que encerrou o pregão com desvalorização de 3,93%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

 

Altas

• Yduqs (YDUQ3): +3,05%

• Telefônica (VIVT3): +2,22%

• MRV (MRVE3): +1,60%

• Totvs (TOTS3): +1,55%

• CSN (CSNA3): +1,13%


Baixas

• Isa Energia (ISAE4): -7,16%

• Hapvida (HAPV3): -5,25%

• Caixa Seguridade (CXSE3): -5,21%

• Marfrig (MBRF3): -4,81%

• Minerva (BEEF3): -3,93%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (24/07):

• Segunda-Feira (20): -0,20%

• Terça-Feira (21): -0,03%

• Quarta-Feira (22): +2,44%

• Quinta-Feira (23): -0,46%

• Sexta-Feira (24): -1,52%

• Na semana: +0,19%

• Em julho: +1,17%

• No 3°tri./26: +1,17%

• Em 12 meses: +30,07%

• Em 2026: +8,02%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia sem direção única:

• Dow Jones: +0,46%

• Nasdaq: -0,64%

• S&P 500: +0,05%

 

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