TradeLetter #17 – Efeito “Roaring Kitty”, Nubank desbancando Itaú, ETFs de cripto e… chega de brusinhas da SHEIN, hein?!

Aqui está, saindo quentinha do forno, mais uma edição da TradeLetter, a mais divertida newsletter de notícias do mercado financeiro.

Nesta edição, vamos olhar em retrospecto para tudo que de mais interessante aconteceu na última semana. Bora lá?

E os troféus de maiores altas e maiores baixas do ano vão para…

🥇 EMBR3 = +61,81%

🥈 BRFS3 = +34,54%

🥉 CIEL3 = +24,71%

👎 COGN3 = -46,70%

👎👎 YDUQ3 = -45,02%

👎👎👎 CVCB3 = -44,86%

Principais índices

IBOV = -9,01%

IDIV = -5,29%

IFIX = +2,14%

Dow Jones  = +2,64%

S&P-500 = +10,64%

Nasdaq = +11,48%

Dólar Ptax = +8,27%

*Dados do ano até o fechamento de 31/05/2024.

Agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Agora foi a vez do Itaú

O Nubank surpreendeu mais uma vez nesta semana. Depois de desbancar a Vale, entrando para o top 3 de empresas mais valiosas brasileiras, agora chegou a vez do Nubank desbancar o Itaú, tornando-se o banco mais valioso da América Latina.

O feito aconteceu na última terça (28), quando a capitalização de mercado do banco saltou para US$ 58,2 bilhões após uma alta de 3,8% no pregão.

No ano, o Nubank já acumula ganhos que beiram os 50%, resultado esse impulsionado após os fortes resultados do primeiro trimestre.

Somente no período, o Nubank adicionou 5,5 milhões de clientes, registrando uma receita de US$ 2,7 bilhões. Além disso, o banco ultrapassou a marca de 100 milhões de clientes em seus três mercados: Brasil, México e Colômbia.

Mas é preciso ter muita calma na hora de fazer esse tipo de comparação, hein?! Em termos nominais, sim, o Nubank superou o Itaú em capitalização. Porém, é necessário lembrar que as ações de Nubank são negociadas em dólar, ao passo que as ações de Itaú em reais.

Numa escala gigantesca, como num bolo de bilhões de dólares, mesmo flutuações marginais na cotação do câmbio fazem toda a diferença. E, como esse cenário é móvel, é bastante provável que os dois grandes bancos voltem a se engalfinhar pelo pódio nos próximos períodos.

Mas ainda assim é um grande feito para o roxinho. Disso não há dúvida.

Efeito “Roaring Kitty”

Noticiei duas semanas atrás — com o entusiasmo de uma garota de 16 anos ao ser pedida em namoro, diga-se de passagem —, o que parecia ser a volta de Keith Gill, o pivô de toda a celeuma envolvendo os papéis de GameStop em 2021.

Caso não recorde, no dia 13 deste mês, os papéis da empresa chegaram a dobrar de preço, após uma publicação no X (Twitter, whatever…) da conta de “Roaring Kitty”, que permaneceu silente durante três anos.

No meio de todo esse burburinho, a empresa declarou nesta semana que havia arrecadado US$ 933,4 milhões ao concluir uma oferta de 45 milhões de ações ordinárias. Detalhe: o volume de ações vendido era o máximo pretendido.

A companhia anunciou que pretende usar os recursos para fins corporativos gerais, que podem incluir aquisições e investimentos. Mas a notícia da arrecadação em si foi mais do que o suficiente para as ações de GameStop saltarem mais de 14% na terça-feira (28).

Desde o ressurgimento da mítica figura de Roaring Kitty, as ações da empresa aumentaram quase seis vezes seus valor. No ano, as ações de GME já sobem mais de 35% — grande parte dessa alta tendo se dado somente em maio.

Seria esse o início de uma nova novela estrelada por Roaring Kitty? Esperamos que sim! O mercado anda tão monótono…

Briga de gente grande

A gestora de fundos BlackRock acaba de ultrapassar a Grayscale com o maior ETF de Bitcoin do mundo.

O fundo iShares Bitcoin Trust da BlackRock tornou-se o maior fundo de criptomoedas do mundo ao acumular quase US$ 20 bilhões em ativos totais desde que começou a ser negociado em janeiro.

De acordo com os dados da Bloomberg, o ETF da BlackRock detinha US$ 19,68 bilhões do token digital na última terça (28), ao passo que o Grayscale Bitcoin Trust detinha US$ 19,65 bilhões. Atrás dos dois gigantes, vem o ETF da Fidelity com US$ 11,1 bilhões em tokens.

Considerados um divisor de águas, os lançamentos desses e dos demais ETFs de Bitcoin tornaram a exposição direta ao Bitcoin mais acessível, impulsionando inclusive o rali que levou o token a um recorde de US$ 73.798 em março.

Lançados em janeiro, os fundos de Bitcoin — com ativos de US$ 58,5 bilhões — tornaram-se uma das novas categorias de ETFs de maior sucesso.

Falando em ETF de cripto…

Dos mesmos criadores de ETFs de Bitcoin, vem aí os ETFs de Ethereum!

A SEC (Securities and Exchange Commission), a correspondente americana da CVM, abriu caminho na última semana para a negociação de ETFs que investem diretamente em Ethereum, colocando a indústria de ativos digitais à beira de outro marco significativo.

A medida, que parecia improvável até a semana passada, remove um obstáculo crucial para a negociação de ETFs de Ethereum à vista nos EUA. Os emissores interessados agora precisarão de uma aprovação separada da SEC, embora nenhum prazo tenha sido estabelecido para essa decisão.

Empresas de gestão de fundos como VanEck, ARK Investment Management, BlackRock Inc. e Fidelity Investments já estão como abutres competindo por uma vantagem crucial de pioneirismo na corrida para lançar um ETF de Ethereum.

O interesse delas foi despertado, obviamente, por bilhões de dólares que têm sido investidos em novos ETFs de Bitcoin desde janeiro, quando a SEC aprovou a negociação desses produtos.

Depois dos ETFs de Bitcoin, como diz minha mãe, “agora virou caminho de roça”… Espera só.

20%…

Ah! E essa semana teve também a aprovação do projeto de taxação de compras internacionais…

Vou nem escrever sobre isso pra não injuriar mais do que já estou injuriado.

As “brusinhas” da Shein e os cacarecos do AliExpress não param de ficar mais caras, bicho…

Hora de dar tchau!

Por hoje é só, galerinha.

Sentiram minha falta na sexta passada, né?

Vejo você na próxima sexta!

TradeLetter, você mais informado em 5 minutos.

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