Os quase mil funcionários demitidos pela Coinbase nesta semana já têm para onde mandar currículos: a rival Binance. Nesta quarta-feira (11), o CEO da maior corretora do mercado, Changpeng Zhao (também conhecido como CZ), afirmou que pretende reforçar o efetivo entre 15% e 30% ao longo e 2023.
Caso o plano se concretize, o número de colaboradores da Binance deve pular dos atuais 7,4 mil para até 9,6 mil pessoas ao redor do mundo.
“Continuaremos a construir e, com sorte, aumentaremos novamente antes do próximo mercado de alta”, afirmou CZ durante a participação em um evento na Suíça, segundo agências internacionais.
Saiba mais:
O plano da Binance vai no caminho contrário ao do mercado, que há mais de um ano luta para se recuperar do “inverno cripto”, período marcado pela retirada de mais de US$ 1 trilhão em investimentos do setor.
O acirramento da crise no ano passado levou a demissões em massa em diversas corretoras e outras empresas ligadas ao universo cripto.
Em junho algumas das principais empresas globais anunciaram cortes de funcionários, inclusive a própria Coinbase.
O movimento também chegou ao Brasil. O Mercado Bitcoin, uma das principais corretoras do país, anunciou a demissão de 90 empregados, cerca de 11% de toda a sua força de trabalho.
Ações da Coinbase disparam após demissões
As ações da Coinbase negociadas na Nasdaq, a Bolsa em Wall Street que concentra papéis de empresas de tecnologia, dispararam quase 13% após o anúncio do desligamento de 950 funcionários, nesta terça-feira (10).
A reação positiva reflete o otimismo dos investidores com o corte de custos em meio ao cenário de crise, que não dá sinais de estar perto do fim.
Por volta das 15h20 desta quinta-feira, os papéis da corretora registravam avanço de 0,34%.